Governo do Estado emite alerta sobre surto de febre amarela

Como prevenção, a FVS informa que vacina é disponibilizada nos serviços de saúde
Como prevenção, a FVS informa que vacina é disponibilizada nos serviços de saúde

Com o surto de febre amarela, que, até esta sexta-feira (27), registrou 88 casos no país nesse início de ano, e já representa o maior surto da doença desde 1980, de acordo com o Ministério da Saúde, o alerta também chegou ao Amazonas, que é uma região endêmica da doença. O governo do Estado do Amazonas, por meio da Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas (FVS-AM), distribuiu mais de 80 mil capas protetoras para os diferentes depósitos de água para 41 municípios do Estado que têm a presença do vetor Aedes aegypti transmissor dos vírus da dengue, chikugunya e zika.

A FVS já alinhou com todos os municípios para que informem sobre qualquer alteração, pois, até o momento, nenhum caso foi confirmado no Estado.
O principal local de reprodução do mosquito são os depósitos que armazenam água para o consumo em residências que, muitas vezes, se encontram totalmente ou parcialmente abertos, permitindo que os mosquitos adentrem e se multipliquem.

De acordo com dados da FVS, nos últimos dez anos, foram notificados no Amazonas 76 casos suspeitos de febre amarela, sendo que destes apenas sete casos foram confirmados. O último ocorreu no município de Manacapuru (a 84 quilômetros de distância da capital).

O presidente do órgão, Bernardino Albuquerque informou que, neste momento, trabalha no sentido de acompanhar junto às bases espalhadas por todo o interior do Estado e na capital, qualquer notificação de casos suspeitos da doença. Ele destacou que em relação ao Amazonas, como não há índice da febre amarela, a melhor prevenção é, sem dúvida, o aumento da cobertura vacinal.

“Com relação à detecção de casos, ou de casos suspeitos, nós temos toda uma rede na capital e no interior que realmente trabalha com essa informação. Quando há um caso suspeito, seja em Manaus ou em outros municípios do Amazonas, verifica a procedência desse caso e já se faz mesmo sem nenhuma confirmação, o bloqueio vacinal. Onde pegamos aquela área de procedência do indivíduo e realizamos a intensificação da vacinação.

Essa tem sido a rotina da FVS, pois nós temos na nossa região a situação da febre amarela silvestre”, explicou.

Vacina

Bernardino disse, ainda, que fora isso a questão da vacina é disponibilizada em todo o serviço de saúde da atenção básica de Manaus e dos outros municípios do Amazonas. Sobre adotar medidas mais severas, fechando parques e zoológicos, como vem acontecendo em outros estados para evitar o crescimento da doença, o presidente da FVS ressaltou que ainda não é necessário tomar uma decisão tão radical, tendo em vista que não existe nenhuma notificação de casos da doença em animal, em especial o macaco, que serve de hospitaleiro da febre amarela.

“Existe uma situação que é o evento sentinela, que se trata exatamente da mortalidade de macacos. Isso é uma coisa que se utiliza, em favor da observação das mortalidades. Esse animal adoece, tal qual o homem, ele não é um hospedeiro que se infecta e fica como reservatório sem ter sintomas. Se isso não está acontecendo, até porque ainda não fomos notificados, então não temos porque fecharmos parques e até mesmo o Cigs, sem termos uma evidência”, concluiu.

Participação

Para o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental (DVA-FVS), Cristiano Fernandes, é essencial a participação da população no combate à doença. “Estudos demonstram que 80% dos criadouros são domésticos e que cerca de 60% deles são em imóveis habitados, portanto, é fundamental ampliar a vigilância e fazer a fiscalização dentro de sua residência e também no local de trabalho”, acrescenta.

amazonianarede-emtempo

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