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Força Aérea Brasileira chega à Venezuela; outros dois aviões devem decolar rumo ao país neste sábado

Uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou nesta sexta-feira (26) da Base Aérea de São Paulo (Basp), em Guarulhos, na Grande São Paulo, com equipes de resgate e suprimentos para apoiar as vítimas dos terremotos registrados na Venezuela na última terça-feira (23). — Foto: Defesa Civil

Missão humanitária levou médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para apoiar a Venezuela nos esforços de resgate após os terremotos registrados na última semana.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a missão humanitária chegou na Base Militar da Força Aerea Venezuelana El Libertador, em Maracay.

Além de médicos, a aeronave KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus também levou cães farejadores e equipamentos especializados para apoiar a Venezuela nos esforços de resgate após os terremotos registrados na última semana.

A mobilização brasileira foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE).

A missão conta com uma equipe de Busca e Resgate Urbano e reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Contexto: Dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 foram registrados na noite de quarta-feira (24) em um intervalo de menos de um minuto. Até a última atualização desta reportagem, as autoridades confirmavam 1.430 mortes e 3.238 feridos.

Segundo a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e governos de outros países, entre as delegações que já se encontram na Venezuela estão:

México;
Chile;
El Salvador;
Estados Unidos;
Catar;
Espanha;
países membros da ONU.

A previsão é que a equipe fique 15 dias na Venezuela, mas o prazo pode ser prorrogado por mais 15 dias. A prioridade neste primeiro momento é o trabalho de busca e resgate. É uma corrida contra o tempo.

“Quando cai um prédio, formam-se bolsões de ar. Então, as pessoas, muitas vezes, permanecem dentro desses bolsões com uma sobrevida até considerável, cinco, dez dias”, diz Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros de SP.

O ministro da Defesa, José Múcio, deve ir à Venezuela na próxima semana para coordenar a ajuda humanitária. Neste sábado (27), outros dois aviões devem decolar rumo ao país com medicamentos e um hospital de campanha. (entenda mais abaixo)

A sociedade civil também se mobiliza. Brasileiros e venezuelanos que moram em Roraima estão recolhendo doações.

“A situação lá já é ruim e, com o que está acontecendo, fica pior. Se você tiver alguma coisa para doar, pode ser alimentação, comida, ajuda… Seja bem-vinda”, diz a voluntária Ubeimi Giraldo.

Governo brasileiro enviará terceiro avião ao país neste sábado
O governo brasileiro informou, neste sábado (27), que enviará o terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha.

A aeronave deve decolar na tarde deste sábado da Base Aérea do Galeão, no rio de janeiro. A operação integra o esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última semana.

Em nota, o governo informou que o conjunto de medicamentos é voltado para o atendimento em situações de emergência e contém itens essenciais como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou o governo em nota.

amazonianarede
Por Redação g1 — São Paulo

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