Estudantes do Projeto Circuito da Ciência devolvem quelônios à natureza

Amazonianarede – Inpa

Manaus – Estudantes das escolas estaduais e municipais em Manaus participaram no último fim de semana do encerramento da edição do Projeto Circuito da Ciência no Bosque do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a principal atividade foi a devolução de quelônios à natureza.

O projeto ajuda à disseminar o conhecimento científico para as comunidades por meio de oficinas educativas, exposições científicas e jogos educativos. A ideia é socializar a informação científica produzida no Instituto.
Durante seus 13 anos, foram realizadas 130 edições, sendo 10 por ano em quase todos os últimos sábados de cada mês. Cada edição do projeto envolveu cerca de 170 escolas municipais e estaduais, num total aproximado de 45 mil pessoas, entre crianças e jovens que já conhecem as produções científicas do Inpa.

Para o coordenador do Bosque e do projeto, Jorge Lobato, na décima edição, além de mostrar a consolidação dos objetivos da iniciativa do Instituto, o sentimento é “de dever cumprido”. “Creio que não só o trabalho que a gente desenvolve (no Circuito) permite que os jovens possam entender de uma forma muito mais observadora e vivenciada, a relação entre homem e meio ambiente, despertando essa curiosidade local. A gente percebe que ainda há nos nossos jovens amazônidas, um certo distanciamento por falta de conhecimento sobre a própria região”, explicou Lobato.

De acordo com a pesquisadora da Coordenação de Dinâmica Ambiental (CDAM), Elisiana Oliveira, as crianças sempre demonstram grande interesse pelos animais e lotam o estande com um misto de curiosidade e medo. “Bicho vivo chama muita atenção. E eles adoram. Ficam doidos para pegar nos animais”, contou.

Soltura simbólica

Este ano, pesquisadores do Instituto foram surpreendidos com o nascimento de tartarugas-da-amazônia no Lago Amazônico (Bosque da Ciência).

A educadora ambiental Adriana Terra contou que durante a última semana, Lobato os informou que haviam nascido 40 filhotes de quelônios no Lago Amazônico e pediu a colaboração do Projeto “Tartarugas da Amazônia – Conservando para o futuro”, para a captura e avaliação dos animais. “Na área do lago tem uma quantidade razoável de areia e as tartarugas costumam desovar em áreas arenosas, em praias altas. Mas, elas acabaram desovando aqui no Bosque e nos chamaram para verificar as características da espécie e se vingariam esses ovos”, esclareceu.

Em comemoração aos 13 anos do Circuito, 20 filhotes foram soltos na Ilha da Tanimbuca por crianças que participavam do evento e os outros 20 serão soltos quando estiverem maiores, “com o casco mais resistente”, como explicou Terra.

O projeto Tartarugas todo ano solta milhares de tartarugas na Reserva Biológica do Rio Trombetas em Oriximiná (Pará), com a participação da comunidade que protege a área em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Nós medimos, pesamos e fazemos a soltura como uma forma de sensibilização ambiental, para as pessoas tentarem compreender a importância da tartaruga para o ecossistema”, destacou Terra.

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