
Amazonas – As políticas públicas no contexto da transexualidade são temas do Ciclo de Debates que iniciou nesta quinta-feira, 26, e vai até o dia 24 de janeiro no auditório do Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos Adamor Guedes (rua Major Gabriel, nº 1.192, Praça 14 de Janeiro, zona centro-sul).A agenda é promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) com objetivo de discutir as violações de direitos das pessoas transexuais e ações que podem ser implementadas para combater o preconceito, a discriminação e a violência sofrida por esse público.
A carteira social, o acesso a educação, ao mercado de trabalho e ao atendimento médico foram temas do primeiro dia de debates com a presença de representantes de órgãos públicos, movimentos LGBT e público em geral.
Para a universitária, Maria Moraes, a carteira social, documento legal em que consta o nome de preferência da pessoa trans é uma conquista importante, porém, ainda não é respeitada por vários órgãos, sejam públicos ou privados.
Informação
A falta de informação das pessoas mas principalmente o preconceito faz com que a carteira social se torne dispensável e isso não pode acontecer. Esse nome social é um direito da população trans.
Outra questão debatida foi o acesso à saúde que de acordo com o presidente da Associação de Saúde Mental do Amazonas, John Elton Santos, o atendimento precisa ser de acordo com as especificidades que a pessoa trans apresenta e além disso, oferecer orientação psicológica.
O transexual tem uma demanda diferente. Alguns transexuais buscam pela mudança corporal. Então tem que ter uma especialidade da área médica. A questão psicológica deve ser vista com atenção porque essas pessoas sofrem transfobia e a discriminação está na escola, no mercado de trabalho, e em outras áreas, explica.
A gerente de Diversidade e Gênero do Centro de Referência em Direitos Humanos, Sebastiana Silva, enfatiza que os debates são necessários para que o poder público tenha conhecimento dos problemas e busque alternativas de implementação de soluções; para que o público-alvo se empodere e para que a sociedade se informe e se sensibilize.
O encontro de hoje é o primeiro do ano e é necessário para que se fortaleça a agenda de enfretamento ao preconceito, a discriminação e a violência contra o público LGBT.
Visibidade
O Governo do Amazonas está trabalhando para dar visibilidade a essas pessoas e realiza através da Sejusc, articulações com o poder público e sociedade civil para atender as demandas. No ano passado, por exemplo, oferecemos curso de inglês, emitimos carteira social, fizemos vários encaminhamentos e ações de enfrentamento às violações de direitos, enfatiza Sebastiana.
O Ciclo continua nesta sexta-feira das 08h30 às 12h e é aberto ao público. Veja a programação.
Sexta 27/01
-8h30 Abertura
-08h30 – Painel 3
Cine debate – Os tabus sociais na percepção de gêneros e papéis sexuais
Segurança Pública e Mercado de Trabalho
Desafio dos transexuais e travestis na inserção ao mercado de trabalho
-10h20 – Intervalo
-11h GT Plano de metas
-12 – Encerramento
Amazonianarede-Secom