“Deus não se cansa de perdoar”, diz Papa em 1º Ângelus

Amazonianarede – JB

Vaticano – De acordo com a tradição dos papas que o antecederam, antes de conduzir a oração do primeiro Ângelus, o papa se dirigiu aos fiéis e falou sobre misericórdia. “Deus não se cansa de perdoar, o problema é que nos cansamos de pedir perdão”, disse Francisco.

Antes da oração do Ângelus na Praça de São Pedro, o papa chegou neste domingo (17) à paróquia de Santa Ana, noVaticano, para celebrar uma missa dominical. Ao chegar à pequena igreja do Vaticano, sorridente e feliz, Francisco cumprimentou os que estavam ali com apertos de mão, acariciou crianças e demonstrou tranquilidade.
O papa trajava vestes roxas, em referência à Quaresma, que se estende até a chegada do sábado de Aleluia.Ele celebrou a missa com cardeais, o italiano Angelo Comastri, arcipreste da Basílica de São Pedro, e Prosper Grech, o clérigo octogenário de Malta, Este último pronunciou a última meditação no conclave que elegeu Francisco.

Antes de entrar na igreja, porém, o papa foi para a rua, a poucos metros da Praça de São Pedro e, com seu estilo cordial, cumprimentou as pessoas que estavam ali. Ao meio-dia, a previsão é de que Francisco aparecerá na varanda do apartamento papal que dá para a Praça de São Pedro, para seu primeiro Ângelus dominical. São esperados milhares de fiéis para o evento.

Papa: D. Claudio Hummes o inspirou na escolha do nome

Em um encontro com jornalistas na manhã deste sábado (16) na sala Paulo VI, no Vaticano, o papa Francisco explicou a origem do nome que escolheu para ser conhecido.

Francisco afirmou que, durante o conclave que o elegeu, ele estava sentando ao lado do cardeal brasileiro Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, a quem se referiu como um grande amigo. “Quando a coisa começou a ficar perigosa”, disse o Papa, Hummes tratou de tranquilizá-lo.

Quando ele alcançou o número de votos necessários para se tornar o novo líder da Igreja Católica, e em meio aos aplausos, Hummes o abraçou, o beijou e disse: “Não se esqueça dos pobres”. “Aquilo entrou na minha cabeça”, contou o Papa. “Eu lembrei imediatamente de Francisco de Assis. Franciso é um homem da pobreza, da paz, que ama e protege a criatura”, afirmou, acrescentando ainda que quer uma Igreja pobre para os pobres.
Hummes era um dos cardeais que estava ao lado de Francisco no balcão central do Vaticano quando o Papa foi apresentado pela primeira vez ao mundo.

Francisco também brincou com os jornalistas sobre outras “dicas” de nome que recebeu. Um deles seria de Adriano, em referência a Adriano VI, um grande reformador da Igreja. Outra dica seria Clemente XV, uma “vingança” . “Porque Clemente XIV foi o papa que acabou com a Companhia de Jesus (ordem jesuítica)”, disse o Papa, ele próprio um jesuíta, arrancando risos da plateia.

O Papa abriu o encontro saudando o trabalho dos jornalistas durante o Conclave. “Vocês realmente trabalharam, não é?”, disse, fazendo referência à intensa cobertura midiática em torno da eleição do novo Sumo Pontífice. “Agradeço especialmente aqueles na mídia que apresentaram o conclave como um evento da fé”.

Francisco também salientou que a Igreja, apesar de ter estrutura, não é uma instituição política, e que colocará Jesus Cristo no centro de seu Papado. “Cristo está no centro da Igreja, não o Papa. Cristo guia a Igreja”.

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