
A ofensiva seria uma retaliação ao conflito entre os dois países e Israel, iniciado em 28 de fevereiro
EUA – Os temores de que o Irã possa realizar ataques dentro dos Estados Unidos aumentaram após a emissora ABC noticiar, na quarta-feira (11), que um alerta do FBI às autoridades da Califórnia apontava para o risco de drones atingirem a Costa Oeste. A ofensiva seria uma retaliação ao conflito entre os dois países e Israel, iniciado em 28 de fevereiro.
O alerta já foi desmentido pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Apesar disso, uma eventual ameaça reverberou no estado americano e chegou até mesmo ao Oscar, que reforçou a segurança às vésperas da cerimônia, marcada para domingo (15).
Com a escalada das tensões, especialistas alertam que Teerã poderia reproduzir uma tática usada pela Ucrânia na guerra contra a Rússia. A estratégia consiste em lançar drones explosivos de locais escondidos e que estejam a poucos quilômetros de seus alvos.
Ao site Daily Mail, Frank A. Rose, ex-secretário adjunto de Estado americano para Controle de Armas e assessor político do Departamento de Defesa, afirmou que a estratégia poderia envolver “células adormecidas” dentro dos EUA ou embarcações posicionadas em alto-mar capazes de direcionar drones contra infraestruturas consideradas críticas.
“Um navio com bandeira estrangeira em alto-mar já seria suficiente para lançar centenas de drones, ou até mesmo um caminhão poderia ser usado para transportá-los e realizar o ataque”, afirmou Rose. Ele acrescentou que, caso células adormecidas iranianas estivessem atuando nos EUA, a fabricação desses equipamentos não seria difícil, já que boa parte da tecnologia necessária está disponível no mercado.
“Grande parte desse equipamento pode ser comprada comercialmente e modificada com explosivos como granadas. Poderia ser montado em uma garagem e depois implantado”, disse Rose. “Não é preciso tecnologia sofisticada para criar o impacto psicológico que eles possam estar buscando.”
Já Derek Reisfield, ex-presidente da Ondas, empresa de drones e sistemas anti-drone, afirmou ao Daily Mail que os dispositivos poderiam ser transportados em partes e montados rapidamente. Isso significa que armazéns, terras agrícolas ou propriedades comerciais poderiam ser usados como bases de operações perto de eventuais alvos.
Ainda segundo ele, analistas de segurança já haviam expressado preocupação com a compra de terrenos por estrangeiros perto de bases militares e infraestruturas críticas, já que poderiam fornecer pontos de acesso para vigilância ou outras atividades.
Chris Swecker, diretor assistente do FBI nos anos 2000, também destacou ao Daily Mail que o Irã poderia tentaria atacar grandes aglomerações, shoppings e eventos especiais, como o próprio Oscar.
Além da Califórnia, o alerta também gerou preocupações de que cidades como Nova York e Chicago também possam se tornar alvos potenciais. Para Swecker, o próximo passo é “corroborar a ameaça e se preparar para o pior”.
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Do R7 Portal d24am



