Começou a enchente mas o fato não assusta os ribeirinhos

Amazonianarede – Redação

As tristes imagens da grande enchente registrada o ano passado no Amazonas, causando uma série de problemas para as populações ribeirinhas, com casas submersas, prejuiízos materiais, perda total das lavouras de várzeas e outras complicações, ainda não saíram da retina e as águas dos rios amazônicos já deram sinal para a próxima enchente, por isso, o fenômeno já começou e a subida, segundo os órgãos oficiais, já registram um pouco mais de cinco centímetros, de acordo com informações vindas do Estado do Acre, onde a enchente praticamente tem o seu início.

Com a chegada do inverno, a partir de janeiro mais intenso na região, a subida dos rios ganha maior velocidade, aumentando consideravelmente o volume das águas e consequentemente o nível dos rios.

Já com muita experiência em enfrentar o problema, a Defesa Civil do Estado diz estar tranquila e preparada para lidar com enchente, mas afirma por outro lado, que de acordo com este início, não existe nenhum motivo para preocupação, até porquê, a Defesa Civil e as populações ribeirinhas estão acostumadas com esse fenômeno que anualmente ocorre, numa com a mesma intensidade.

“NÃO DEVE SER GRANDE”

Seo Antônio Rodrigues da Silva, morador do Careiro da Várzea, onde as águas costumam invadir a cidade, situada em terras absolutamente de várzeas, apesar de ter sofrido muito o ano passado com a grande cheia, demonstra tranquilidade com a que virá, por entender que nunca ainda assistiu a duas grandes cheias seguidas. “Essas cheias grandes nunca se repetem seguidamente e estre ano, certamente teremos uma enchente menor” diz conformado o ribeirinho.

O ribeirinho lembrou que a cheia passada, o nível do rio chegou torno dos trinta metros, o que segundo ele, foi muita água e alagou tudo, mas pela experiência que tem de mais de 40 anos de várzea e enfrentando a situação com marombas, essa marca ficará longe de ser alcançada e a cheia que começa não deverá causar tantos problemas que a que ocorreu no ano passado.” A enchente deste ano não deve ser muito grande “ – afirma Antônio Rodrigues da Silva.

COMEÇA NO SUL

O fenômeno se inicia pelo sul do Estado, atingindo inicialmente a cidade de Boca do Acre, partindo do Estado do Acre, onde os rios começam a subir comais intensidade.

Com isso, primeiro a cheia atinge os municípios das calhas dos rios Solimões, lá bem no sul, madeira, Purus e Negro, até que chega através do Solimões e Negro nas proximidades de Manaus, onde estão os municípios de Iranduba, Manacapuru, Anamã, Anori, Manaquiri, Careiro e outros e daí segue, já com o rio Amazonas a subida das águas nesta parte do Estado, a chamada região do baixo-Amazonas, onde estão situadas cidades como Itacoatiara, Urucurituba, Parintins, Nhamundá e Barreirinha.

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