Campanha da Justiça contra a banalização da violência é lançada no Amazonas em Parintins

A banalização da violência pela falta de tolerância, que resulta em crimes contra a vida por uma ação impensada em momento de raiva, é o alvo da campanha “Conte até 10” que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de parceiros, estão desenvolvendo durante o 48º Festival Folclórico de Parintins para contribuir com o Plano Integrado de Segurança do Governo do Estado em Parintins.

Com o lema “Conte até 10, a raiva passa, a vida fica. Paz! Essa é a atitude”, a campanha está sendo executada nacionalmente, e, no Amazonas, foi adotada para o 48º Festival Folclórico de Parintins. A ideia é divulgada por meio de panfletagem nos pontos mais movimentados da cidade e, antes da apresentação de cada boi, no Bumbódromo. As torcidas entoam em uníssono a contagem de um até dez.

A coordenação da campanha no Amazonas é feita pela juíza titular do 1º Tribunal do Júri de Manaus, Mirza Telma Cunha, junto ao promotor de Justiça Lauro Tavares. A juíza fez apresentação dos objetivos da campanha na reunião de instalação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) na última quinta-feira, 27 de junho.

O evento dos bumbás em Parintins é considerado propício para a campanha por reunir grande público, com potencial para desavenças e brigas que podem levar a uma ocorrência mais grave para a segurança pública. “O importante de lançar esta campanha em Parintins é que, aqui, nós conseguimos atingir, além do público local, uma boa parcela da população de Manaus, municípios vizinhos e pessoas do Brasil inteiro que vem prestigiar o Festival”, comentou a juíza.

Para o promotor de justiça, Lauro Tavares, dez segundos representa um momento para o cidadão refletir sobre uma atitude impulsiva. “Repensar significa contribuir para reduzir uma estatística no Brasil que aponta, por exemplo, que entre 2011 e 2012, os homicídios por impulso ou por motivos fúteis totalizaram 30% dos assassinatos com causas identificadas no Brasil”, revelou.

(Agecom)

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