“Camelodrómos” no centro de Manaus comportarão num primeiro momento 1.160 ambulantes

Amazonianarede – TV – Amaz – Redação

Manaus – A prefeitura de Manaus começa a trabalhar realmente para reordenar o centro da cidade, especialmente em relação a reirada dos “camelôs” que transformaram grande parte do centro histórico numa grande favela, que deixa uma impressão muito ruim aos turistas e também não agrada a população da cidade.
Essa alias, foi uma das promessas mais importantes feitas durante a campanha pelo prefeito Artur Neto e os primeiros ensaios para a solução do grave e complexo problema começam a ser feitos, para que o centro fique livre dos ambulantes e ao mesmo tempo, essas pessoas possam ter locais dignos para trabalhar e sustentar as famílias, que serão construídos em alguns da cidade e serão chamados pela prefeitura de Centros de Comércio Popular.

As quatro áreas estudadas para a construção dos Centros de Comércio Popular (os camelódromos), em Manaus, receberão 1.160 vendedores ambulantes na primeira etapa. Informação foi apresentada na noite desta quarta-feira (23) em reunião realizada na Associação Comercial do Amazonas (ACA). Atualmente, a cidade tem cerca de cinco mil camelôs.

APRESENTADO AOS EMPRESÁRIOS

O modelo de projeto da galeria (apresentado aos empresários varejistas) contempla três pisos: estacionamento – com capacidade para 70 carros -, térreo e primeiro pavimento. No térreo, a área é de 1.376,56 m2, 167 boxes, praça de alimentação e elevadores, além de escada rolante. No esquete apresentado aos empresários, a parte gastronômica fica na parte central.

O primeiro piso tem maior quantidade de vendedores (171), apesar de ter área menor (1.2493,63 m2), escada rolante, elevador e os banheiros. A fachada terá a mesma apresentação dos prédios do Centro Histórico, com detalhes em Belle Époque.

CÓDIGO DE POSTURA

Todas as galerias têm duas entradas, sendo ambas por ruas diferentes. O titular da Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro, Rafael Assayag, salientou que a localização das áreas permanecem sob sigilo ao público em geral. A medida é para evitar a especulação imobiliária.

Para o presidente em exercício da ACA, Ataliba David Antônio Filho, as galerias objetivam dar maior dignidade aos camelôs. “Nos Centros Comerciais, eles pagarão taxas de segurança, terão maior amparo. A formalização do negócio traz perspectiva de crescimento”, salientou.

A Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro estudou, verificou e analisou documentação e valores dos espaços e aguarda o posicionamento da iniciativa privada para começar os procedimentos.

Os empresários entrarão com os custos das obras. O interesse é de construtoras, varejistas e até redes de shoppings. “Os novos espaços serão prioritariamente dos camelôs que trabalham no mesmo local há gerações.

Existirá um código de condutas para todos, sobre limpeza, manutenção do entorno e retirada de lonas plásticas, por exemplo”, adiantou Assayag.

CALÇADAS EM PAUTA

O reordenamento do Centro de Manaus também passa pelas calçadas. Os camelôs ocupam estes espaços, especialmente na Avenida Eduardo Ribeiro (uma das mais movimentadas da capital), mas não são os únicos.

Algumas lojas colocam mostruários na via de passagem, prejudicando o ir e vir dos próprios clientes.
Sobre o assunto, o presidente salientou a necessidade de diálogo entre os próprios empreendedores, os ambulantes e os taxistas. “Realizaremos reuniões com a Prefeitura e todos os segmentos, entre outros ocupantes das calçadas e seu entorno. A intenção de todos é deixar a cidade mais bonita”, afirmou Ataliba Filho. 

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