Bairros nas áreas baixas de Parintins começam a ser atingidos pelas águas do rio Amazonas

As águas começam a invadir ruas dos bairros baixos de parintins
As águas começam a invadir ruas dos bairros baixos de parintins
As águas começam a invadir ruas dos bairros baixos de parintins

Parintins – A subida das águas do rio Amazonas começa a trazer problemas para quem vive em áreas consideradas baixas de Parintins. Nos bairros de Francesa, Itaguatinga, Itaúna I, Itaúna II, Palmares e São Francisco de Assis, a água invadiu residências, becos, ruas e pontes.

Apesar de ser considerada inferior à de 2014, a enchente deste ano já deixa famílias isoladas e destrói plantações na zona rural de Parintins. Na área urbana, há registro de alagamento em diversas ruas desde o dia 28 de abril.

Segundo o morador do bairro de Itaguatinga, Klebson Sakamoto, a obra de elevação de nível da avenida Paraíba influenciou significativamente no alagamento de ruas e casas dos bairros de Itaguatinga, Itaúna I e São Francisco. “Eles aterraram lá e prejudicou aqui. Ajeitaram a vida de uns e prejudicaram a vida de outros”, reclamou.

Puxirum

Cansados de esperar ações da Defesa Civil de Parintins para minimizar os efeitos da enchente, moradores da rua Coronel Barreto Batista reuniram-se para construir pontes de madeira com recursos próprios. Cada família doou de duas a quatro tábuas para que a construção fosse feita e todos estivessem protegidos de animais peçonhentos e doenças causadas pela poluição da água.

Uma fonte que não quis se identificar, devido a medo de retaliação, disse à reportagem do O Jornal da Ilha que a Prefeitura tem conhecimento dos problemas enfrentados pelos moradores dos bairros de São Francisco e Itaguatinga em decorrência da enchente, mas nenhuma medida foi tomada. “No mês de abril a Defesa Civil só fez um cadastro e desde lá nunca mais apareceu por aqui. Já estamos há quase duas semanas assim e nada foi feito. Isso revolta porque nós mesmos que tivemos que construir as pontes, o que era um dever deles.”, falou.

Esquecimento

Em 2014, as famílias atingidas pela enchente receberam auxílio da Defesa Civil, com a construção de pontes, doação de cestas básicas, colchões e madeira para fazer maromba. Neste ano, porém, houve somente um processo de recadastramento realizado pela Prefeitura nas residências com risco de alagamento.

Revoltado com o abandono do poder público, o estudante Wiliam Jacaúna relata que nenhuma autoridade se dirigiu até o bairro de Itaguatinga para verificar e buscar soluções para os moradores que estão com suas casas debaixo d’água. “Se essa época fosse de campanha, muitos políticos estariam aqui com o pé n’água para mostrar que são humildes e ganhar votos do povo que está precisando deles”, desabafou.

Com a previsão de início da vazante do rio Amazonas em meados de junho, a população atingida diretamente pela cheia pede ações imediatas dos órgãos competentes e espera que o clamor por ajuda seja atendido.

Amazonianarede-Daniel Sicsú-(JI)

 

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