Avião militar russo com 92 a bordo cai no Mar Negro

Equipes de resgate trabalham na região em que avião militar russo caiu
Equipes de resgate trabalham na região em que avião militar russo caiu

Moscou – O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que não há sobreviventes no acidente com o avião Tupolev-154 (TU-154), que caiu nas águas do Mar Negro quando ia, neste domingo (25), para a Síria com 93 pessoas a bordo. 

Em nota oficial do Kremlin, além de manifestar condolências, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou que seu primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, lidere a investigação do acidente. A hipótese de atentado terrorista já foi descartada.

“A seis quilômetros do litoral de Sochi foi achado o corpo de uma das vítimas do acidente do avião Tu-154 do Ministério da Defesa”, informou o porta-voz dessa pasta, general Igor Konashenkov.

Imagem de uma aeronave Tupolev-154 (TU-154), mesmo modelo que caiu no Mar Negro

A aeronave decolou às 5h20 no horário local (0h20 em Brasília) do Aeroporto de Sochi, balneário às margens do Mar Negro, e 20 minutos depois desapareceu dos radares.

A bordo do aparelho, viajavam militares, um grupo de nove jornalistas russos e 64 integrantes do coro e conjunto de dança Alexandrov, do Exército russo, que iam participar das festividades de ano-novo na base aérea síria de Khmeimim, onde a Rússia tem pessoal presente.

A presidente da fundação “Ajuda Justa”, a médica Elizaveta Glinka, uma conhecida filantropa russa que acompanhava uma carga humanitária destinada a um hospital sírio, também estava no voo.

Coral do Exército Alexandrov Ensemble

Sergei Jlapnikov, integrante do coletivo artístico militar, deixou de viajar pois estava de licença para cuidar da filha doente. Ele disse à agência “Interfax” que no avião estavam seguramente apenas membros do coro e do conjunto de dança, porque a apresentação na Síria não contemplaria a participação da orquestra.

Segundo os serviços de emergência, o Tu-154 vinha de Moscou e tinha feito escala no Aeroporto de Sochi para reabastecer.

Os destroços, disse uma fonte dos serviços de emergência à agência de notícias local, ficaram espalhados em uma extensa área situada a dez quilômetros do litoral, por isso que se teme que não haja sobreviventes.

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