Avaliação do projeto de agroecologia apresenta resultados positivos no Amazonas

(Reportagem: Paula Vieira)

“A valorização do conhecimento da população rural é o eixo principal para o sucesso da sustentabilidade”, palavras ditas por Erwin Geuder-Jilg, agrônomo e consultor da Cooperação Técnica Alemã (GIZ), no Segundo Encontro da Missão de Avaliação referente ao Projeto de Cooperação “Desenvolvimento Local Sustentável do Estado do Amazonas- DLS/AM” realizado ontem (24), no auditório do Sistema Sepror.

A avaliação que teve início no último dia 9 de setembro, terminou hoje com a discussão dos resultados obtidos por amostragem em alguns municípios do Estado, onde o foco era apoiar as atividades dos agricultores familiares tradicionais para o desenvolvimento da agricultura de base ecológica, por meio de prática extensionista baseada em princípios agroecológicos.

Para Erwin, os resultados foram considerados positivos, visto que 70% dos agricultores que participaram da Rede de Agricultores Tradicionais do Estado do Amazonas (Reata) ainda continuam utilizando o sistema de base ecológica, porém, é preciso que haja mais assistência técnica voltada para o setor e o desenvolvimento do processo e da comercialização que ainda é limitado. Segundo ele, outro ponto positivo foi à criação do Setor de Apoio a Agroecologia e Produção Orgânica do Amazonas, liderado pelo Mario Ono, extensionista rural do IDAM.

De acordo com o consultor da GIZ, João Matos, foi possível perceber que os participantes da Reata tiveram excelentes resultados com relação a qualidade do alimento, diversificação, conhecimento sustentável, aumento na renda familiar e ainda tiveram a oportunidade de contribuir para a redução da taxa de desmatamento.

“Necessitávamos de mais tempo para obter melhores resultados dos objetivos esperados. Sabemos que a agroecologia na Amazônia tem impactos positivos, que requer um trabalho a longo prazo, temos que pensar em sistemas sustentáveis”, disse Erwin, ressaltando, que o apoio institucional influência sobre a decisão do sucesso ou fracasso de um projeto, pois existem fundos específicos para agroecologia a nível nacional.

Emocionada a agricultora Maria Enilde, do ramal do Ipiranga, km 2, Puraquequara, agradeceu a oportunidade de fazer parte da Reata. “Gostaria muito que esse trabalho continuasse, aprendi muita coisa, hoje tenho outra visão da natureza, além disso é de onde tiro o meu sustento, não tinha conhecimentos e o que tenho hoje são ótimos resultados”, agradeceu Enilde.

O chefe do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do IDAM, Alfredo Pinheiro, destacou que no Amazonas o espaço é grande para se trabalhar com a agroecologia, é importante que os extensionistas possam assistir os agricultores como um todo.

Vale ressaltar que no Amazonas a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também trabalha com sistema agroecológico, existe um curso tecnológico pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em agroecologia, e o IDAM vem promovendo capacitações voltadas para o setor, exemplo disso, são os municípios de Parintins e Itacoatiara, além do Projeto Agroecologia – Copa Sustentável 2014.

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