Até 22% dos doentes de câncer atendidos pela Fcecom, são paraenses

17-12fcecomManaus – Com os repasses de recursos financeiros do Estado já regularizados, o abastecimento de medicamentos e outros produtos de saúde será normalizado, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecom), neste final de ano.

A garantia foi dada nesta terça-feira (16), pelo presidente da fundação, médico Édson Andrade.

“No dia atual, nós estamos em dia, com esse repasse. O que sucedeu é que houve alguns problemas de natureza operacional, envolvendo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O Fundo Estadual de Saúde, que é ligado à Secretaria da Saúde, nos repassou recursos, dentro daquilo que tinha sido acertado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Sucede que, como é natural, ao final de cada exercício, a Sefaz tem um controle desses recursos, no sentido de ajustar contas para prestação de contas, perante os órgãos de fiscalização. E sucedeu que, parte desse recurso, nos meses de setembro e outubro, tiveram dificuldade liquidação.

Sob orientação do governador (José Melo), isso tudo foi resolvido, o secretário Afonso Lobo fez o desbloqueio, então, estamos liquidando todos os nossos empenhos. Por consequência, todo o processo de fornecimento está se regularizando. Na semana passada, recebemos o repasse para novembro e dezembro e, se Deus quiser, vamos ter tranquilidade, neste fim de ano, no abastecimento de medicamentos e produtos próprios para saúde.”

Sobre as denúncias de ouvintes de que os atendimentos estão ficando para o ano que vem, o presidente da FCecon explicou que uma das causas das dificuldades de atendimento ao público, na unidade de saúde, é a alta demanda de pacientes de fora do Estado, que buscam atendimento no Amazonas.

“Nós não tendemos, aqui, apenas a população do Amazonas. Se assim fosse, teríamos um pouco mais de tranquilidade a esse respeito, mas nós atendemos boa parte da Região Norte e, assim, talvez o nosso maior tributário, fora do Estado do Amazonas seja todo o Oeste do Estado do Pará.

Em levantamento que fizemos há uns meses, constatamos que cerca de 20 a 22% dos nossos usuários são oriundos do Estado irmão, que vêm pra cá, porque suas famílias estão aqui e, em situação de doença, as pessoas procuram um suporte e, é compreensível que procurem os parentes, então, isso faz com que tenhamos uma responsabilidade – e não fugimos dela – porque entendemos que estamos dentro de um sistema, que é o Sistema Único de Saúde (SUS) e que fronteira é apenas um detalhe, mas sucede que, ao ultrapassar essa fronteira, isso acarreta em um custo maior para o Estado do Amazonas!”

Para se ter uma ideia da demanda, na FCecon, conforme Édson Andrade, apenas em 2013, foram feitos 900 mil procedimentos.

Quanto ao atendimento em outras especialidades, segundo o Dr. Édson Andrade, parte do problema será resolvido com a contratação de novos servidores aprovados em concurso público da unidade.

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas é uma unidade da Secretaria da Saúde do Estado.

Amazonianarede – CBN, Manaus

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