
Wilson Brito da Silva, de 70 anos, está desaparecido desde a terça-feira (30), quando a canoa com ele e mais três pessoas afundou em Silves. Os corpos de duas mulheres de 69 e 79 anos foram localizados.
A Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros do Amazonas seguem nesta quinta-feira (2) as buscas por Wilson Brito da Silva, de 70 anos. Ele desapareceu na madrugada de terça-feira (30), após o naufrágio de uma canoa no Rio Urubu, no interior do estado.
Wilson estava em uma canoa que naufragou com outras quatro pessoas. O grupo saiu da comunidade São Raimundo do Vida, em Silves, com destino a São José do Piquiá, em Itacoatiara, para resolver assuntos bancários.
Os corpos de duas mulheres, identificadas como Antônia Rodrigues da Silva, de 69 anos, e Honorina Serrão Viana, de 79 anos, foram encontrados ainda na terça-feira (30). O quarto ocupante, Jucélio da Silva, 43 anos, filho de Wilson e Antônia, conseguiu sobreviver.
De acordo com os bombeiros, Jucélio nadou por cerca de duas horas até se apoiar em uma árvore. Em seguida, pediu ajuda e acionou as equipes de resgate.
A irmã de Jucélio, Ilciane da Silva, contou ao g1 que o irmão acompanhava os pais e a tia na viagem para Itacoatiara. Segundo ela, uma onda forte atingiu a canoa durante a travessia.
“Ele falou que a onda veio muito forte. Meu pai, minha mãe e minha tia estavam no meio da canoa. Quando a onda bateu, minha mãe e minha tia voaram do braço dele”, relatou.
Ilciane relatou que a mãe chegou a dizer que todos morreriam. Jucélio tentou acalmá-la e pediu que retirasse parte das roupas para facilitar a flutuação. Depois, ajudou a mãe e a tia a se segurarem na canoa.
“Minha mãe falou que eles iam morrer. Aí ele falou: ‘Mãe, não se desespera e tira sua roupa’. E a mamãe tirou a roupa dela. Quando a onda veio, ele colocou minha mãe e minha tia agarradas no banco. Quando a água cobriu ele e ele olhou para trás, não enxergou mais ninguém”, disse a irmã.
Naufrágio
A embarcação levava quatro pessoas da comunidade São Raimundo do Vida, em Silves, para a comunidade São José do Piquiá, em Itacoatiara, onde o grupo pretendia resolver questões bancárias.
Durante a viagem, a canoa afundou em meio a uma forte tempestade no Rio Urubu. Antônia Rodrigues da Silva, de 69 anos, e Honorina Serrão Viana, de 79 anos, morreram. Elas foram enterradas na manhã desta quarta-feira (1º), no Cemitério Divino Espírito Santo, em Silves.
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Por Liam Cavalcante, Rede Amazônica — Itacoatiara



