Amazonas vai passar a produzir 100 mil toneladas de tambaqui por ano

Atualmente a produção do pescado no Estado é de 20 mil toneladas. A meta é tornar o Estado autossuficiente.

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), estima aumentar a produção de tambaqui no Estado em até 80 mil toneladas, passando de 20 mil toneladas ao ano para 100 mil. O aumento será possível com a construção do Parque Aquícola de Balbina. De acordo com o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, o projeto está em fase de conclusão e a meta é iniciar os trabalhos até o final do ano.

O anúncio foi feito nesta terça-feira, 23 de julho, durante a primeira demonstração de manejo e prática do tambaqui na fase adulta (despesca), no lago de Balbina, no Porto Turístico de Mirandinha (Presidente Figueiredo).

A despesca do tambaqui, de acordo com Eron, faz parte dos estudos para o projeto de construção do Parque Aquícola de Balbina. Em novembro do ano passado, a Sepror iniciou o manejo de tambaqui no reservatório para verificar a produtividade e o tamanho dos peixes, que normalmente são retirados após seis meses como tambaqui curumim.

Nesse projeto pioneiro, segundo o secretário, os alevinos foram deixados até nove meses para verificar o tamanho e o peso que conseguiram atingir na fase adulta (ruelo), uma vez que neste período a margem de crescimento começa a diminuir.

Essa é a primeira experiência com o tambaqui em fase adulta no lago de Balbina e de acordo com Eron Bezerra, faz parte da proposta do Amazonas Rural de tornar o Estado autossuficiente na produção de alimentos, utilizando o potencial do lago não apenas para a geração de energia.

O resultado da primeira despesca foi positivo para o secretário de Produção. Segundo ele, cada 1 hectare – com 10 mil metros cúbicos – terá a capacidade de produzir até 500 toneladas de pescado. A produtividade anual no lago pode aumentar a produção do tambaqui no Estado passando de 20 mil toneladas para 100 mil toneladas.

“O Ministério da Pesca que é parceiro neste projeto está concluindo o estudo e levantamento no lago. Pelo projeto vamos poder usar até um por cento da área que equivale há mais de dois mil hectares e tornar o Estado autossuficiente na piscicultura”, explica.

(Agecom) 

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