Amazonas tem centro técnico para monitorar rios do Estado

Amazonianarede – Assessoria

Manaus – Centro de Monitoramento Hidrológico do Amazonas acompanhará eventos hidrológicos críticos, como cheias e secas. Estado é o 12º a ter Sala de Situação em funcionamento.

Na quinta-feira (14), foi lançado o Centro de Monitoramento Hidrológico do Amazonas (CEMOHAM), resultado de uma parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH). A Sala de Situação fica na sede da Secretaria, em Manaus, e vai acompanhar eventos hidrológicos críticos a partir do monitoramento do nível de importantes rios amazonenses, como: Negro, Solimões, Amazonas, Madeira, Juruá, Japurá e Purus.

O monitoramento vai permitir cruzar informações e avaliar com antecedência as regiões onde podem ocorrer secas ou enchentes. Para que o estado receba as informações necessárias, sete plataformas de coleta de dados (PCDs) já estão em funcionamento e há outras 27 previstas. Os aparelhos possuem sensores de chuva, nível da água e transmitem automaticamente as informações via satélite para os computadores instalados no centro de monitoramento, que estará conectado à Sala de Situação da ANA em Brasília.

Para a montagem do CEMOHAM, a ANA enviou para o Amazonas materiais para a montagem da Sala de Situação, como: computadores, impressoras, televisores, monitores e demais equipamentos de escritório. Além disso, a ANA enviará 27 PCDs para monitoramento dos rios amazonenses, que serão instaladas pela Agência, pela SEMGRH e pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). A primeira etapa de instalação contemplará os rios Solimões e Amazonas. A última terá como foco os demais cursos d’água.

O objetivo da ANA é equipar todos os estados e o DF com Salas de Situação, além de modernizar o monitoramento hidrometeorológico nacional, com o apoio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Secretaria Nacional de Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional; do CPRM; e dos órgãos gestores estaduais de recursos hídricos. Até agora, em parceria com os estados, a Agência já inaugurou Salas de Situação em Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais

A montagem de Salas de Situação nos estados integra o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 8 de agosto de 2012. O Plano prevê investimentos de R$ 15,4 bilhões em ações articuladas de prevenção e redução do tempo de resposta a ocorrências e as Salas de Situação fazem parte do eixo de Monitoramento e Alerta.

Monitoramento hidrometeorológico

A Rede Hidrometeorológica Nacional da Agência possui mais de 4,5 mil estações de monitoramento, de diferentes tipos, em todo o País.

Por meio de sua Sala de Situação, em Brasília, a ANA acompanha as tendências hidrológicas dos principais rios e reservatórios nacionais e desenvolve ações de prevenção que permitem identificar possíveis eventos críticos e adotar antecipadamente medidas para mitigar seus impactos. 

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