Vereadora de Manaquiri (AM) acusada de forjar denúncias contra policiais

(Reportagem e foto: Caíque Varella)

Uma equipe de Policiais Civis de Manaus, tendo à frente o Dr. George Gomes (Titular do 8º DIP da Capital), foi incumbida pelo Delegado Geral de Polícia Civil, Dr. Josué Rocha, de apurar fatos criminosos, supostamente praticados pela vereadora Graça Pureza e familiares desta, no dia 02 de agosto de 2013, no município de Manaquiri.

Durante o curso das investigações, o delegado George Gomes, presidente do Inquérito Policial em questão, constatou controvérsias em alguns depoimentos colhidos e, após acareação de algumas testemunhas, ficou comprovado que Graça Pureza havia cooptado pessoas residentes no referido município, que tiveram passagem naquela delegacia de polícia e respondem a inquéritos policiais, para fantasiar fatos que pudessem macular a imagem do Investigador de Policia Gonzaga Junior e o Delegado Titular Tiago Medeiros.

Foi dada voz de prisão a uma das testemunhas e lavrado Auto de Prisão em Flagrante Delito pelo crime de Falso Testemunho. Durante a lavratura do procedimento, o flagranteado disse estar arrependido, afirmando que a vereadora Graça Pureza havia dado passagens e levado os mesmos à corregedoria de polícia, visando tão somente como manobra política, realizar denúncias falsas contra os policiais civis a fim de conseguir a remoção dos mesmos de Manaquiri. O Guarda Municipal Ivo Leite de Souza e a dona de casa Lindete Rego Gama confessaram que a vereadora deu dinheiro para eles e pagou as passagens para os mesmos irem a Manaus. Chegando à capital, foram recepcionados pela vereadora e familiares que, pessoalmente levou e acompanhou as referidas testemunhas durante todos os desdobramentos na Corregedoria de Polícia Civil.

O Inquérito Policial, criado para apurar as condutas criminosas (coação no curso do processo, desacato, advocacia administrativa, injúria …), ocorridas nas dependências da 33º Delegacia Interativa de Polícia, encontra-se em vias de conclusão.

Uma Comissão Especial de Inquérito foi iniciada para investigar a suposta quebra de decoro e ética da parlamentar Graça Pureza e tem um prazo de 90 dias para concluir o procedimento da casa.

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