
Acre – A grande seca no rio Acre, continua grandes problemas para as populações da capital, Rio Branco e municípios acreano, dificultando muito vida das pessoas. A marca está a poucos centímetros da vazante histórica registrada em 11 de setembro de 2011. Para comparação, o nível máximo já registrado foi de 18, 34 m, em 5 de março de 2015.
O processo de vazante intensa acontece por causa da forte estiagem que afeta o Estado. A baixa umidade do ar e o aumento da temperatura influenciam diretamente na evaporação dos corpos de calor, o que gera uma queda brusca do nível dos rios acrianos. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), a situação do Rio Acre é a pior dos últimos 40 anos.

No início do mês de julho, o governador Tião Viana decretou situação de emergência na Bacia do Rio Acre. A condição está na iminência de ser reconhecido pela Defesa Civil Nacional e pelo Ministério da Integração. O reconhecimento vai assegurar recursos para que o governo adote medidas necessárias para manter o abastecimento e minimizar os danos da seca.

Até lá, para garantir o abastecimento na capital, o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) abriu um novo acesso de captação do Rio Acre, na Estação de Tratamento de Água (ETA I).
O Estado assegura que tem planejado e executado todas as medidas necessárias para que o abastecimento de água não seja comprometido, mas destaca que a colaboração da população é essencial. O desperdício de água deve ser evitado e o recurso natural, utilizado de maneira racional.

Outra preocupação são as queimadas urbanas e incêndios florestais, que em decorrência da seca aumentam. A situação está sendo monitorado pela Secretaria de Estado Meio Ambiente (Sema) e demais órgãos ambientais.
Os crimes ambientais estão sendo fiscalizados, e os responsáveis, autuados, como previsto em lei. Operações de fiscalização e repressão são realizadas em todo o estado diariamente pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
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