Vazante dos rios e igarapés revela lixo e degradação ambiental nos arredores da cidade

Na vazante dos rio, o lixo que foi jogados na águas aparece na sua plenitude
Na vazante dos rio, o lixo que foi jogados na águas aparece na sua plenitude
Na vazante dos rio, o lixo que foi jogados na águas aparece na sua plenitude

Manaus – Esse quadro é antigo e acontece todos os anos. Manaus uma cidade com uma grande orla e cortada por igarapés, por falta de consciência ambiental, a população que reside nessas áreas, não tem o menor cuidado com o meio ambiente e as águas dos rios e igarapés, vão sendo contaminados com lixo variados e dessa forma são transformados em lixeiros naturais, provocando muito trabalho para a limpeza publica e gastos desnecessários para a Prefeitura de Manaus.

essa situação é vista em maior escala em época de vazante, como q eu estamos vivendo no momento e com a baixada das águas, nos rio e igarapés, a sujeira fica mais evidente, proporcionando uma fotografia muito feia da cidade de Manaus, a maior e mais importante capital da Amazônia brasileira

O lixo  aparece em abundancia na orla e nos igarapés que cortam cidade
O lixo aparece em abundancia na orla e nos igarapés que cortam cidade

Nesta época, toneladas de lixo transformam paisagens que deveriam ser cartões postais de Manaus em depósitos de resíduos. Na Marina do Davi, um dos pontos de maior movimento para quem deseja se deslocar até balneários próximos a Manaus, o cenário desagrada. Carlos Durigan, mestre de ecologia, alerta que poluição afeta o ecossistema e a vida humana.

A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana diz que mantém limpeza diária, mas afirma que o local enfrenta reflexos da falta de conscientização de visitantes.

Nessa época do ano, é preciso andar cerca de um quilômetro até chegar ao ponto de embarque mais próximo, onde há água o suficiente para as lanchas e “voadeiras” navegarem. No caminho, garrafas, latas, sacolas, plástico, vidro e até madeira dividem espaço entre as embarcações. O que não emerge nas pequenas poças de água que ainda restam, ficou pelo caminho quando o rio secou.

O desrespeito ao meio ambiente está por todos os lados
O desrespeito ao meio ambiente está por todos os lados

Limpeza diária

O titular da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Paulo Farias, disse à reportagem que o trabalho de limpeza urbana é feito diariamente no local, porém, a população dificulta o processo de limpeza porque não tem o hábito de levar o lixo produzido nas embarcações à caixa coletora instalada na parte superior da marina.

“Nós estivemos lá ao longo do final de semana, só não estivemos ontem por conta do Dia de Finados. As pessoas ao desembarcarem não estão se dando ao trabalho de levar suas sacolas de lixo até a caixa de lixo que esta disponível lá em cima, como sempre esteve. As pessoas estão largando os sacos de lixo diretamente no local onde desembarcam e isso é um procedimento que deve ser evitado. Elas devem levar seus sacos de lixo até a caixa, assim como faziam quando o rio estava cheio”, afirma o secretário.

Farias informou ainda que desde o final de semana um fiscal da secretaria está no local para orientar o descarte correto do lixo. Segundo o secretário, no sábado (31), uma máquina deslocada para a parte de baixo coletou muitos resíduos do local. No entanto, o secretário não soube informar a quantidade de resíduos retirada da área.

A fotografia que Manaus mostra ao mundo, é muito feia
A fotografia que Manaus mostra ao mundo, é muito feia

“A equipe não sai de lá. A Marina do Davi tem coleta diária, tem varrição diária, estivemos lá embaixo no final de semana, agora, é importante que o procedimento seja cumprido. A caixa de lixo está para receber a coleta dos barcos”, pontua.

“Sopa contaminada”
O mestre de ecologia, Carlos Durigan, ressalta que o acúmulo de certos materiais prejudicam tanto o ambiente quanto ao homem. Ele destacou que o local sofre influência de resíduo como chumbo, enxofre, metais pesados e outros produtos químicos que podem alterar o ecossistema. “O resíduo sólido que está depositado no entorno de Manaus não vai se degradar tão cedo, para alguns desses materiais são centenas de anos.

A questão do acúmulo desses materiais altera o ambiente das espécies que vivem por lá. Durante a seca a gente vê, durante a cheia não, fora os que ficam no fundo. Manaus tem muito problema de resíduos de casas e indústrias, além das embarcações que ficam no entorno da cidade e naquela área da marina.

Os vasilhames petiz, aparece em grande quantidade
Os vasilhames petiz, aparece em grande quantidade

Nessa época de seca vira uma espécie de sopa contaminada. Uma água que tem resíduo de chumbro, enxofre, metais pesados em geral e outros produtos químicos que prejudicam o organismo a longo prazo. Além disso, tem as possibilidades de doenças como a leptospirose”, afirma.

Durigan concorda com o secretário quanto à responsabilidade da população, mas enfatiza que a cidade precisa de medidas mais eficazes contra o problema. “Só a limpeza não  adianta, é preciso uma conscientização da população e uma fiscalização  mais forte. Nós ainda não temos um aterro sanitário adequado para o lixo que produzimos, então mesmo quando o lixo é recolhido não se tem um destinamento correto”, criticou.

Amazonianarede/Marcos Dantas e Suelen Gonçalves/Rede Amazonica

 

 

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