Início Notícias Política Temer vira réu no caso do Decreto dos Portos

Temer vira réu no caso do Decreto dos Portos

Presidente Michel Teme, Henrique Meirelles, Eliseu Padilha, Paulo Ziulkoski na reunião da Confederação Nacional dos Municípios e Associações e Federações Estaduais e prefeitos. Brasilia, 13-12-2017. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O ex-presidente Michel Temer é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro .

Brasilia – O juiz federal Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, aceitou a denúncia contra o ex-presidente Michel Temer no caso do Decreto dos Portos, originalmente feita pela Procuradoria-Geral da República em dezembro de 2018.

As acusações foram de corrupção passiva e lavagem e dinheiro. A operação, conhecida como Inquérito dos Portos, apura possíveis favorecimentos a empresas do setor portuário em decreto de 2017.

Esta é a 2ª denúncia ratificada pela força-tarefa da operação Greenfield e soma com mais outras 4 nas quais Temer já é réu. Ao todo, o ex-presidente responde a 2 processos em Brasília, 1 em São Paulo e outros 2 no Rio de Janeiro.

Outros réus

Além dos ex-presidente, também tornaram-se réus João Batista Lima, o coronel Lima; Carlos Alberto Costa, sócio do coronel; o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Grecco e Ricardo Mesquita.

De acordo com a denúncia, o MPF solicita “o compartilhamento e aproveitamento das provas aqui produzidas em prol de todos os inquéritos policiais, civis, procedimentos investigatórios, ações penais e de improbidade e outros procedimentos das Operações Sépsis, ‘Cui Bono?’ e Patmos, bem como procedimentos correlatos ou que se relacionem aos fatos aqui narrados, que venham a demandar o uso das provas compartilhada”

Os procuradores ainda pediram para que as provas sejam compartilhadas com diversas instituições como o DPF (Departamento da Polícia Federal), o TCU (Tribunal de Contas da União), o CGU (Controladoria-Geral da União), o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Secretaria da Receita Federal do Brasil.

O ouro lado

Em nota, o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, disse que a acusação é “absurda, sem amparo na prova dos autos”.

“Trata-se de mais uma acusação absurda, sem amparo na prova dos autos. Ao contrário: a Rodrimar, que teria sido beneficiada pelo Decreto dos Portos, não o foi! E isso, repita-se, está provado no inquérito. Infelizmente, ainda será necessário tempo para pôr fim aos danos causados a Temer pelas acusações infundadas que tiveram início numa negociata efetuada com confessos criminosos. Mas dia chegará em que a mentira não produzirá mais notícia, a não ser a de que ela foi desmascarada“, diz em nota.

Entenda o inquérito

Em 16 de outubro, a PF (Polícia Federal) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) ter encontrado indícios de que o presidente e outras 10 pessoas supostamente integravam o esquema para beneficiar empresas do setor portuário. Entre elas o Grupo Rodrimar, que opera no Porto de Santos.

O grupo é apontado por investigadores como 1 dos responsáveis por pagamentos indevidos ao presidente, por meio das empresas Argeplan, Eliland do Brasil, PDA Administração e Participação LTDA e PDA Projeto e Direção Arquitetônica.

O inquérito dos Portos investiga suposto pagamento de propina ao presidente Michel Temer pela edição do decreto dos Portos. O decreto ampliou por até 70 anos a duração de 2 contratos entre o poder público e empresas ligadas ao setor.

As negociações teriam sido feitas por meio de Rocha Loures, intermediário entre Michel Temer e as empresas interessadas no decreto, tendo tido início em 2013.

Amazoninarede-Poder 360

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.