Suspeito de mandar carta com veneno para Obama é preso, diz agência

Mississipi, EUA – Um homem, suspeito de enviar carta com o veneno fatal ricina para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi preso na noite desta quarta-feira (17) no Estado do Mississipi, de acordo com a agência Reuters.

Seu nome seria Paul Kevin Curtis e ele teria sido preso em casa, em Corinth. Anteriormente, o FBI disse que não havia indícios de ligação entre esse incidente e o atentado de segunda-feira (15).

Além disso, mais cedo, a polícia norte-americana afirmou que também interceptou uma outra carta com a mesma substância endereçada a um senador americano. As duas correspondências foram enviadas perto de Memphis, Tennessee, com data de 8 de abril.

Em um boletim de inteligência obtido pela Associated Press, o FBI diz que as duas correspondência dizem: “Ver um erro e não expô-lo é tornar-se um cúmplice silencioso de sua continuação.” Ambas cartas estão assinadas: “Sou KC e aprovo essa mensagem.”

Os pacotes para o senador republicano Roger Wicker e para Obama foram interceptadas em instalações exteriores do correio do Capitólio (sede do Congresso americano) e da Casa Branca.

A descoberta das duas correspondência acontece em meio ao choque do país com o ataque à Maratona de Boston , que deixou três mortos e quase 180 feridos na segunda. Ainda não há evidências de conexão entre os incidentes.

A carta ao Senado, endereçada ao senador republicano Roger Wicker, do Mississippi, foi interceptada no prédio do correio localizado no condado de Prince George, perto de Washington, segundo o senador Dick Durbin, de Illinois, membro da liderança democrata no Senado.

A ricina é uma substância altamente tóxica derivada da mamona. Pouco menos de 500 microgramas – quantidade com o tamanho da cabeça de um prego – pode matar um adulto. Não há nenhum teste específico pela exposição e nenhum antídoto para uma eventual contaminação.

O veneno pode ser produzido de forma fácil e barata, e autoridades em vários países investigaram vínculos entre suspeitos de extremismo e a ricina. De acordo com especialistas, a substância é mais efetiva em indivíduos do que uma arma de destruição em massa.

A ricina foi usada no assassinato do dissidente búlgaro Georgi Markov, em 1978. O autor, que havia desertado do regime comunista do país nove anos antes, foi contaminado pela ponta de um guarda-chuva enquanto esperava por um ônibus em Londres e morreu quatro dias depois da exposição à substância.

Entre os senadores havia uma misto de apreensão e estima em relação aos protocolos de segurança – em vigor desde que cartas com anthrax começaram a ser enviadas após os ataques do 11 de Setembro.

As cartas com anthrax enviadas em 2001 começaram a aparecer em correios, redações e nos gabinetes do então líder da maioria Tom Daschle e do senador Patrick Leahy. Dois prédios do Senado foram fechados durante a investigação naquela ocasião. Ao todo, cinco morreram e outros 17 ficaram contaminados.

Amazonianarede – AP

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