Situação de emergência em Coari é vista com desconfiança na Aleam

Coari-AM

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Amazonianarede – Aleam

Manaus – O deputado estadual José Ricardo Wendling (PT) anunciou, na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), desta segunda-feira (18), que junto com o deputado federal Francisco Praciano, do mesmo partido, deu entrada, como co-autor, em uma representação no Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), para que investigue os atos do atual prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP).

De acordo com o parlamentar, existe o relato de que o prefeito decretou situação de emergência no município (a 363 quilômetros de Manaus), no dia 4 de janeiro, após assumir o mandato, citando problemas da cidade nas áreas da saúde, educação, coleta de lixo, iluminação pública e infraestrutura.

Essa situação de emergência, segundo José Ricardo, indica dispensa de licitação para a aquisição de bens, equipamentos e prestação de serviços, voltadas para a situação de emergência. Entretanto, na lista de empresas contratadas, como assegurou, existem duas contratações que envolvem gastos com o Carnaval da cidade. “Um absurdo utilizar o mecanismo para uma situação que não é de emergência”, disse ele, relatando que notícia veiculada em um jornal local que fala de contratações no valor de R$ 8 milhões com a empresa Serviços e Locação e Equipamentos (Servengloc) e uma série de outras denúncias.

“Ora, se a situação no município era de emergência e desmandos, por que o prefeito não fez nenhuma representação pedindo auditoria ou ação do Ministério Público contra a gestão anterior?”, questionou o deputado. “Tem que haver uma investigação para os motivos da dispensa de licitação para as contratações. Por isso estamos pedindo que seja instaurado um inquérito administrativo investigatório pelo promotor local em relação a esses contratos, verificar o enquadramento exato do município em relação a situação de emergência”, disse ele, ao afirmar que solicita, ainda, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), verifique a situação de emergência e que justifique a dispensa de licitação. “Se houver irregularidade, que sejam tomadas as medidas cabíveis”, recomendou.

Em apartes, os deputados Marcelo Ramos (PSB), Luiz Castro (PPS) e Abdala Fraxe (PTN) se somaram ao pronunciamento do parlamentar petista. Marcelo Ramos destacou que esses atos vêm da certeza da impunidade do atual prefeito de todos os órgãos de controle do Estado e o aval que recebeu dos eleitores. “Ele pode roubar, ser pedófilo, saquear, ser marginal e prefeito. No Carnaval encheu a festa de jovens e mostrou nas redes sociais. É um marginal de alta periculosidade. Doi na alma ver isso”, disse Ramos.

Para Luiz Castro, Adail Pinheiro só não está preso porque a Justiça não atuou como deveria. “Tive acesso às provas. Ele instituiu a prostituição no município de Coari. Mais cedo ou mais tarde farão com que seja julgado e condenado”, disse.

Por sua vez, Abdala Fraxe, analisou a situação como “escabrosa”. “Só a Corte Suprema para reverter essa situação calamitosa”, afirmou.

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