Semmas apoia Ibama e ICMBio em ações de proteção ao Sauim de Manaus

(Foto: Assessoria de Comunicação/ Semmas)

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), vem atuando em parceria com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o Ibama, na realização de ações de proteção ao Sauim-de-Coleira.

Neste domingo, 23, foi realizada uma ação de recomposição florestal em um trecho degradado de uma área de preservação permanente (APP), situada no bairro Colina do Aleixo.

A área fica localizada nas proximidades do Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu e tem um papel importante para a conservação da espécie. Nela, foram plantadas cerca de 700 mudas frutíferas variadas com a finalidade de permitir que a espécie volte a utilizá-la como área de vivência e assegure uma continuidade de fragmento de floresta.

A Semmas é uma das instituições com representação no Plano de Ação Nacional para Conservação do Sauim. Além de apoiar no plantio, com a abertura das covas, a Semmas realizou a distribuição de mudas frutíferas e ornamentais com a finalidade de fomentar o plantio nos quintais das residências.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Kátia Schweickardt, explicou que a atividade é importante no contexto da conservação da espécie, mas também como forma de chamar a atenção da população para a necessidade de preservação das áreas verdes e de preservação permanente. “Nosso objetivo este ano é fomentar a valorização desses espaços (áreas verdes, APPs e corredores ecológicos), tornando-os vivos e em sintonia com a comunidade”, afirmou.

O analista ambiental do Ibama, Diogo Lagroteria, destacou a importância do envolvimento das instituições e também da sociedade nestas ações. “O envolvimento da Semmas é essencial porque o órgão já desenvolve esse tipo de atividade e tem mais capilaridade. “Não adianta nada plantar e não envolver a comunidade, moradores, estudantes e pessoas que residem na região da área de ocorrência de sauins”, lembrou Diogo, ao informar que na área da Colina do Aleixo o animal foi praticamente expulso. “Muitos sauins são atropelados e atacados por cachorros porque ficam isolados, precisam se deslocar e a área dele vai sendo diminuída e fragmentada”, observou.

Atualmente, a Semmas realiza, em parceria com os dois institutos e o Manaustrans, o trabalho de identificação das passagens de fauna silvestre na zona urbana com o intuito de prover essas áreas com placas ilustrativas e com sinalização de trânsito apropriada. O projeto futuro será instalar passarelas e passagens subterrâneas para que os animais parem de passar pelo chão e passem por cima, evitando atropelamentos e eletrocutação de famílias de primatas como um todo e não só o sauim.

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