Rondônia vai exportar carne para os Estados Unidos

A partir do mês de agosto Rondônia poderá exportar carne bovina diretamente para os Estados Unidos (EUA). A informação foi dada ao governador Confúcio Moura ontem pelo superintendente federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Estado, Valterlins Calaça Marcelino, ressaltando que com isso a qualidade da carne rondoniense, com a certificação Boi Verde, ou seja, criado exclusivamente no pasto, será reconhecida mundialmente, uma vez que até então era exportada para o Chile, de onde seguia para outros países como se fosse chilena.

A reunião foi solicitada por Valterlins para convidar o governador a participar no próximo dia 27, às 10h, da inauguração da Base Física de Vigilância Sanitária Agropecuária construída em Porto Rolim, distrito de Alta Floresta do Oeste.

A obra, que tem investimento da ordem de R$ 650 mil, incluindo a mobília e lancha equipada, é o primeiro empreendimento da região Norte com recursos da parceria do Ministério da Agricultura e Pecuária com o Programa de Ação Mercosul Livre de Aftosa, e será entregue à Agência de Desenvolvimento Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) para o fortalecimento da vigilância sanitária na fronteira Brasil/Bolívia. Em nome do Mapa, Valterlins parabenizou o governador Confúcio pelo trabalho que vem realizando no sentido de agregar valor à produção no Estado, contribuindo com a fixação do homem no campo. “Em 30 anos nunca se viu esse tipo de apoio ao produtor, a exemplo do incentivo à piscicultura”, disse o superintendente federal.

Segundo matéria da Gazeta Mercantil, em junho Rondônia ultrapassou o Rio Grande do Sul em receita e volume embarcado, ficando entre os cinco maiores exportadores de carne bovina do País e o primeiro da região Norte nesse ranking. Os embarques de Rondônia alcançaram 8,64 mil toneladas em equivalente carcaça, num total de US$ 13,51 milhões, que representam 4,8% do volume e 3,4% do faturamento do setor no período. Para o governador, a exportação da carne de Rondônia diretamente para os Estados Unidos é resultado das ações e fiscalizações do Estado no sentido de melhorar a qualidade da produção com a erradicação da aftosa e outras doenças que possam comprometer o consumo.

(Diário da Amazônia)

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