Romário diz que eleição da CBF será comprada

Amazonianarede – Ag.Estado

Brasília – Desde que assumiu sua cadeira na Câmara, o deputado federal Romário (PSB-RJ) mostrou-se tão combativo e ofensivo quanto em seus tempos de jogador profissional.

Nesta quinta-feira, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o político voltou a atacar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e previu “tempos de ditadura” no país, que receberá a Copa do Mundo no ano que vem.

O “Baixinho”, que já pediu a abertura de uma CPI da entidade máxima do futebol brasileiro, reiterou que não existe interesse algum do Governo em investigar a “bagunça” que acontece no Brasil. E foi além: para Romário, a eleição para o comando da CBF, em 2014, já está comprada.

“Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes”, disse Romário, que afirmou ter certeza do comprometimento da próxima eleição na CBF.”Não tenho dúvidas. Vai rolar muito dinheiro. O candidato avulso deve brigar contra isso. Não pode se equiparar ao grupo dominante e sim passar para as federações e clubes a ideia de que é preciso iniciar um processo de profissionalização e moralização do futebol”, explicou.

Romário, que defende a eleição na CBF através de votos de federações e clubes filiados, sugere Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e Raí, seu companheiro na seleção brasileira campeã do mundo, em 1994, como pessoas capacitadas para assumir o comando do futebol verde e amarelo.

“Tem seus defeitos, tem seus problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo. Se ele hoje se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado.

O ideal seria uma chapa unindo eles dois”, sugeriu, apontando Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF, como “cabeça do quartel” da trinca formada junto de José Maria Marin e Ricardo Teixeira, presidente e ex-presidente da entidade, respectivamente.

“Ele é o pior dos três. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol”, afirmou. 

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