Rio sobe 5 cm dia, mas CPRM descarta cheia igual a do ano passado no Amazonas

Manaus – O Rio Negro deve atingira cota de alerta de 29m nas próximas semanas em Manaus, incluindo o processo de subida das águas na classificação de grande cheia.

Entretanto, a previsão do segundo alerta de cheia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) ainda descarta enchente histórica superior a registrada no ano passado.

No dia 1º de abril, o CPRM divulgou o primeiro alerta de Cheia de Manaus. Na ocasião, o órgão previa cota mínima de 28,75 cm e máxima de 29,45 cm. Já nesta quinta-feira (2), o segundo alerta de cheias apontou uma variação da estimativa de apenas um centímetro nas contas mínima e máxima, ou seja, 28,76 cm e 29,46 cm, respectivamente.

O superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, explicou que o segundo alerta confirma a previsão do primeiro em relação à expectativa de oscilação do Rio Negro na capital. O rio estava subindo entre dois e três centímetros por dia. Entretanto, o nível das águas passou a elevar cinco centímetros diariamente nos últimos dias, conforme consta no sistema de medição do Porto de Manaus.

“O fato de atingir ou não os 29 metros vai depender da quantidade de chuvas sobre a Bacia do Rio Negro, mas fundamentalmente do represamento que o Rio Solimões vai exercer sobre o Rio Negro. Nesse momento, o Rio Solimões vem apresentando volume de água para uma situação de cheia grande, mas que ainda não refletiu no Rio Negro, em Manaus. Acreditamos que, nos próximos dias, deve ocorrer uma elevação gradual do Rio Negro, podendo atingir os 29m, que é considerada uma cheia grande”, esclareceu Marco Antônio.

Segundo o superintendente, por enquanto, não há risco das águas subirem acima da cota prevista e atingir o nível registrado em 2012. “Os indicativos dos dois alertas de cheias estão indicando situação abaixo da constada no ano passado. Além disso, temos verificado que nas cabeceiras dos rios no Peru, o que influenciam diretamente os níveis dos rios na parte no Amazonas, não há registros de subida”, justificou Marco Antônio.

Interior

A preocupação do Serviço Geológico do Brasil está voltada para Região do Médio Solimões, aonde o rio vem apresentado volume de água elevado e deve continuar subindo até o início de junho. “A população ribeirinha daquela região deve ser a mais afetada pela cheia deste ano”, avaliou o representante do CPRM.

Para elaborar o alerta de cheia, o CPRM utilizou informações de diversos órgãos de monitoramento climático, pois a subida dos rios está associada ao volume de chuvas incidentes no estado.

A previsão do chefe da Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), Ricardo De La Rosa, é que haja excedentes com chuvas acima da média nas Regiões Noroeste e Norte do Amazonas em maio.

“Esses excedentes de chuvas não devem se prolongar nos próximos meses, mas será mais intenso nesse mês de maio. No restante do estado temos uma condição de normalidade. No caso do Rio Negro isso significa chuvas porque nessa região está em pleno desenvolvimento a estação chuvosa, o que provavelmente irá determinar uma condição futura para elevação do rio em Manaus”, esclareceu o especialista.

Ações

Mesmo o Rio Negro não tendo atingido níveis históricos, logo após a divulgação do primeiro alerta de cheia, a Defesa Civil de Manaus iniciou trabalho assistencial de prevenção nos bairros ribeirinhos da capital.

De acordo com Cleodivan Menezes, chefe da Divisão de Suporte do órgão, a antecipação aos efeitos da enchente garante velocidade e melhor desempenho das ações. Ao todo, 640 metros de madeira foram utilizados nas sete pontes instalados nos Bairros da Glória, Educandos, Raiz e Presidente Vargas. A previsão da Defesa Civil Municipal é construir 2.241 metros de ponte na primeira etapa dos trabalhos.

No interior do estado, oito municípios estão em situação de alerta. A Defesa Civil Estadual considera em situações mais críticas as cidades de Tefé e Maraã.(G1)

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