

Pescadores do município de Manacapuru, no interior do Amazonas, participaram hoje (sábado 28) de uma reunião convocada pela Federação dos Pescadores do Amazonas (Fepesca-AM). A reunião aconteceu na quadra de ciranda Flor Matizada e reuniu mais de dois mil trabalhadores da pesca.
Manacapuru é um dos municípios com maior produção de pescado no Amazonas, contribuindo para o abastecimento das feiras e mercados da Região Metropolitana de Manaus.
A reunião foi comandada pelo presidente da Confederação Nacional dos Pescadores (CNPA), Walzenir Falcão, e pelo presidente da Colônia dos Pescadores de Manacapuru (Z-9), Marcos Bindá. O encontro teve também a participação do prefeito de Manacapuru, Beto Dângelo, e de representantes de órgãos ligados ao Governo Federal.
No encontro com pescadores, Walzenir Falcão explicou quais medidas estão sendo tomadas pela CNPA e pela Fepesca-AM para anular o decreto federal que acaba com seguro defeso em todo País.
Segundo Walzenir, uma nova mobilização nacional de pescadores irá acontecer em Brasília e exigirá do presidente Michel Temer a anulação do decreto que modifica as regras do seguro defeso. “Será uma mobilização ainda maior que a realizada em novembro do ano passado, quando levamos mais de cinco mil pescadores para o Congresso Nacional”, prevê Walzenir.
A nova mobilização também buscará apoio de um número maior de deputados federais e senadores em defesa dos pescadores. “Chegou a hora dos deputados e senadores mostrarem que estão realmente ao lado dos pescadores. Chegou a hora de defender os milhares de trabalhadores da pesca do Brasil”, acrescentou Walzenir.
A reunião em Manacapuru também abordou o atraso na liberação das Carteiras do Pescador (RGP) por parte do INSS. O documento é fundamental para os pescadores exercerem legalmente a profissão.
O presidente da Colônia de Pescadores de Manacapuru, Marcos Bindá, disse que centenas de pescadores do município estão com as carteiras da pesca atrasadas. Segundo Marcos, o atraso acontece devido a falta de funcionários do INSS para processar os dados dos pescadores.
“Estamos cobrando do INSS mais agilidade no processamento e liberação dos documentos dos pescadores”, afirmou Marcos. “Os pescadores não podem ser penalizados pela incompetência e burocracia de órgãos do Governo Federal”, criticou.