Projeto de escola pública ensina como gastar dinheiro

Dinheiro traz felicidade? Ele é capaz de comprar o amor de uma família? O sorriso sincero de uma criança? Algumas respostas são obtidas através de experiências vividas com o tempo. Atualmente a humanidade está presa na falta de tempo para si, prendem-se no interesse ao capital, aos problemas financeiros do dia a dia. O ser humano perde aos poucos as dádivas simples que a vida pode proporcionar.

Com um olhar filosófico na atualidade que as pessoas vivem, e na falta de administração sensata ao dinheiro, uma equipe de jovens pesquisadores do Programa Ciência na Escola (PCE), junto ao Coordenador Paulo Antony, desenvolvem o projeto “A utilização do dinheiro na vida moderna: Os primeiros procedimentos para autonomia financeira”.

Os jovens cientistas aprendem de maneira racional o valor do dinheiro, como investi-lo e o melhor modo de economizar. A partir do projeto, os jovens pesquisadores tem o prazer em passar aos colegas de classe tudo que aprendem. “Antes eu sempre gastava todo o dinheiro que eu tinha em coisas que não eram importantes. Gastava por gastar. Com o projeto eu aprendi a melhor forma de economizar, assim no meu futuro eu serei mais consciente”, relatou o jovem pesquisador Marcílio Guimarães Neto.

O coordenador PCE conta como surgiu o interesse em fazer pesquisas e ampliar o conhecimento. “Os alunos me auxiliam em pesquisas, divulgando no grupo que temos no facebook. Tudo que eles encontram é válido para eles, até suas famílias aprendem junto”, afirma o professor.

Com informações obtidas em sites e livros, os alunos conseguem tem uma ampla visão de todo conhecimento adquirido.
“O PCE é para mim um aprendizado a mais, já que nos incentiva à pesquisa além da sala de aula. Hoje eu sei coisas que antes não era possível. É uma educação diferenciada a partir do estudo científico” disse a pesquisadora júnior Barbara Magno Bentes.

Interessados em descobrir o surgimento do dinheiro, os alunos pretendem fazer uma visita ao museu da Numismática – casa da moeda, para melhor entendimento financeiro e histórico, e ainda garantir que outros colegas tenham essa possibilidade quando fizerem o evento de amostra na escola.

A geração interessada em investimentos e economias não vê o projeto como algo que os ajudará pessoalmente, mas em dar valor maior a outras coisas – a vida. Os alunos entendem agora que dinheiro não é tudo.

“Hoje eu sei que a vida vale mais do que qualquer bem material, minha família, amigos são coisas que o ‘real’ não compra” disse o jovem Andres de Souza. Conscientes de que o dinheiro é “uma mal necessário”, os jovens cantam o que há de importante a ser vivido.

(Reportagem: Luana Moura)

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