Professores em greve fazem manifestação em frente à Seduc

A categoria reivindica 30% de reposição da perda salarial e mais 5% de aumento real.

Manaus, AM – Um grupo de professores da Rede Estadual de Ensino do Amazonas fez uma manifestação, nesta quarta-feira (28), na frente da sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no bairro Japiim, na Zona Sul de Manaus e um grupo se manifestou próximo a sede do Governo, na Compensa. Hoje também, o Governo apresentou uma nova proposta de reajuste, mas  categoria ainda vai se reunir em assembleia geral para decidir, mas ao que tudo indica, segundo fontes, não deverá ser acatada.

A categoria reivindica 30% de reposição  da perda salarial e mais 5% de aumento real, além do pagamento de vale alimentação e o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a classe.

Boa parte dos  docentes que fizeram parte do protesto atuam em escolas situadas no bairro Betânia, também na Zona Sul. Nas unidades, os professores garantem que 100% das aulas foram suspensas por conta da greve da categoria.

Escolas sem aulas

“Está 100% suspenso, matutino, vespertino e noturno. Os professores estão com muita força, unidos, em várias partes de Manaus. Nós pedimos que a população nos apoie. Enquanto o governo virar as costas pra gente, a gente não vai voltar para as salas de aula”, disse o professor de geografia Jefferson Rolim.

Durante a manifestação, a Rua Waldomiro Lustosa era fechada por alguns segundos e depois liberada. A intervenção causou congestionamentos, visto que a rua acesso de veículos entre o Distrito Industrial e bairros como Japiim e Aleixo.

“Estamos há quatro anos sofrendo esse arrocho salarial, essas injustiças por causa do governo (…). O professor já trabalha em condições péssimas, posso dizer que eu trabalho em condições precárias, então nada mais justo que o governador entenda o que nós precisamos”, comentou a professora Rosângela Carvalho, que também participou do ato.

Paralisação

Desde o dia 22, professores paralisam as atividades nas salas de aulas após movimento liderado pelo Asprom Sindical, Sindicato dos Professores e Pedagogos do Ensino Público da Educação Básica do Município de Manaus.

Essa entidade faz movimento grevista paralelo ao do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), que entrou em greve oficialmente na segunda-feira (26). A paralisação já chegou a mais de 40 cidades.

Amazonianarede-JAM

 

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