Primeiro debate do segundo turno foi o mais quente

Foto - Márcio Mello
Amazonianarede/D24Am/Assessorias

Manaus – No primeiro debate do segundo turno, realizado na quinta-feira (18) na TV Band Manaus, os candidatos Arthur Neto (PSDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) protagonizaram um confronto que permeou todos os blocos. Vanessa jogou no ataque e Arthur ficou mais na defesa, com exceção do terceiro bloco, em que o tucano disse que a comunista está sendo manipulada.

Vanessa bateu em duas teclas durante todo o debate: no apoio de Amazonino, que ela diz ter a candidatura adversária e na violência contra camelôs ocorrida na gestão de Arthur (1989-1992). Sobre o primeiro tema, Arthur disse que o candidato a vice-prefeito na chama de Vanessa era secretário de Amazonino Mendes e deixou o cargo para disputar as eleições e que há secretarias municipais trabalhando para a campanha dela. “Eu nunca tive relação nenhuma com esse cidadão, porque discordo da política dele”, disse Vanessa, referindo-se a Amazonino.

“A população vai sentir a presença da prefeitura nas ruas de Manaus”, afirmou ontem à noite o candidato a prefeito, Artur Virgílio Neto, durante o debate da TV Band, dando garantia de que, nos primeiros 100 dias de sua administração – caso seja eleito – vai levar adiante várias frentes de trabalho, sendo a principal delas o recolhimento do lixo espalhado pela cidade. “Nesses primeiros 100 dias, a população vai começar a notar a mudança em Manaus. Vão perceber a presença da prefeitura nas ruas”, assegurou Artur, ao ser questionado sobre a coleta e reorganização do segmento de resíduos sólidos da cidade.

O debate organizado pela TV Band Amazonas e intermediado pelo jornalista Yano Sérgio, começou pouco depois das 21h30, com uma pequena apresentação de ambos os candidatos. Na primeira pergunta do debate, sobre desenvolvimento e sustentabilidade, Artur falou de sua experiência passada e disse que vai envolver ações do poder público, campanhas educativas e o envolvimento da população para que o crescimento da cidade se dê dentro da preservação e defesa ambiental.

Perguntado sobre como diminuirá os gastos com o custeio administrativo, Artur apontou que “um bom gestor poupa custeio, para sobrar para investimentos”. Segundo ele, sua administração vai “enxugar a administração, investir contra a corrupção e o desperdício. Vamos fazer um governo austero. Uma prefeitura séria tem que ter autonomia de vôo. A capacidade de investimentos será aumentada, há secretarias demais e vamos enxugar. Nada que impeça o funcionamento da máquina. Cada investimento deve significar algo de menos aflitivo para a população”, assegurou.

Vanessa insistiu dizendo que havia contradição, mas Artur alfinetou: “veja eleitor, a candidata acha que investir na saúde da mulher e na saúde é gasto de custeio. Pra mim isso é investimento. O que não é investimento é corrupção, desperdício. Não há confusão nenhuma. O que há é insensibilidade social da candidata!”
Questionados pelos jornalistas da emissora, os dois candidatos responderam a temas. A coleta de lixo e a política de resíduos sólidos foram sorteados para Artur que apontou que “Manaus vive uma crise de lixo! Saímos do estado de lixão e passamos de aterro controlado que terá, mais cinco anos de vida no máximo. Depois, teremos que implantar um aterro sanitário no sentido verdadeiro da palavra. Mas antes disso, precisamos dar dignidade aos catadores, precisamos parar de jogar lixo nos igarapés, vamos ver se essas empresas que estão atuando no sistema têm capacidade tecnológica para suportar o crescimento de Manaus. Eu entendo que esse drama do lixo, que mexe com a saúde da cidade, exigirá uma intervenção muito firme. E é por isso que nos 100 primeiros dias de administração, nós vamos limpar a cidade. As pessoas vão poder colocar o lixo para fora e nós vamos recolher”, assegurou, completando que “nesses primeiros 100 dias, a população vai começar a notar a mudança em Manaus. Vão perceber a presença da prefeitura nas ruas!”

Artur falou ainda sobre a qualidade da internet em Manaus, dizendo ser “cara e difícil” e apontando que vai buscar cooperação dos governos estadual e federal para melhorar essa situação. Disse que vai criar um terceiro polo industrial em Manaus, na Zona Norte da cidade, que vai exigir abastecimento de energia, água, telefonia e internet, com níveis de excelência. “O que couber a prefeitura, a prefeitura vai dar conta, mas o que couber a outra esfera, vamos buscar parcerias e cobrar de forma altiva”, completou.

No quarto bloco, três eleitores fizeram perguntas sobre programas de apoio a mulheres carentes para geração de renda familiar, saúde pública com níveis de atendimento em todas as especialidades e amparo às crianças de rua.
No último bloco, dedicado às considerações finais, Artur agradeceu a todos e, sobretudo, aos eleitores. “A face do povo começou a se misturar com nossa face”, disse ele. “Quero dizer que, se é fácil para o poder derrotar uma coligação ou duas pessoas, é impossível derrotar um sentimento! E há um sentimento nas ruas de Manaus. Isso nos dá uma responsabilidade muito grande, porque sabemos que grandes expectativas geram grandes responsabilidades”. O candidato encerrou sua participação, apontando que irá trabalhar com uma equipe técnica e com muito rigor com as contas públicas e a responsabilidade social. “Faremos por Manaus aquilo que é necessário, acima do que é possível, porque Manaus merece”.

À saída do debate, Artur avaliou o confronto como “bom” e destacou que a postura agressiva da candidata adversária “agride mais quem está em casa do que quem está no debate” e que ele e o candidato a vice-prefeito, Hissa Abrahão, estavam mais preocupados em apresentar propostas.

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