Porto Velho: Mais de 20 famílias desabrigadas

Porto Velho – Até a manhã de ontem, de acordo com dados da Defesa Civil de Porto Velho, 21 famílias haviam sido retiradas de suas casas, localizadas em áreas consideradas de risco, por serem atingidas pela enchente do rio Madeira.

A expectativa era para a retirada de mais duas, na tarde de quinta-feira. Mas, de acordo com o chefe de minimização de desastres da Defesa Civil de Porto Velho, Natanael Castro Moura, mais famílias ainda devem sair de suas moradias, por conta do avanço do rio.

Dados do Sistema de Proteção da Amazônia mostram que nos meses de abril e maio as chuvas estarão acima dos padrões climatológicos em Rondônia, e esse é o principal fator que influencia no nível do rio Madeira, que nesta quinta-feira estava em 16,55 metros. “O nível do rio aumentou vinte centímetros de quarta para quinta-feira. E a expectativa é aumentar ainda mais. Estamos em alerta para o final de semana”, reforça Moura.

Os bairros mais atingidos pela cheia do Madeira, são: Nacional, Triângulo, Baixa da União, Balsa e São Sebastião, de onde 16 famílias tiveram que ser retiradas as pressas pela Defesa Civil, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), no dia 25 de março. Natanael Moura diz saber que muitas famílias não tem para onde ir ou vão para abrigos improvisados, como foi o caso das famílias do bairro São Sebastião, que estão alojadas na Associação de Moradores, ou vão para a casa de parentes. Mas, o chefe do departamento afirma que o órgão não pode permitir que essas famílias corram perigo nas áreas alagadas. “Não podemos deixá-los correr risco tanto de perder os objetos, quanto de acontecer algum acidente”, ressalta.

Feira do Produtor é atingida pela alagação

A água do rio Madeira já atinge, desde o início da semana, a Feira do Produtor Rural, localizada na avenida Rogério Weber. Uma das entradas, na parte de trás e a lateral da feira, já estão completamente alagadas. Na área invadida pela água, são montadas no final de semana as bancas de frango, peixes e algumas verduras.

Os comerciantes se preocupam com o final de semana, período em que a feira tem o maior fluxo de pessoas. “No domingo, que o dia de maior movimento, a parte que está alagada normalmente fica cheia de barracas e na lateral é onde os caminhões entram para descarregar os produtos. Estamos na expectativa para saber como vai estar até lá”, afirma o produtor Wilson Sales. Outro prejuízo, de acordo com Lourival Moreira, conhecido como Chapelão, é que a água atingiu uma das entradas principais e isso deve causar tumulto no domingo. “Muita gente entrava por ali, agora todo mundo vai ter que vir pela Rogério Weber, não quero nem pensar na confusão que vai ser”, ressalta.

Chapelão diz ainda que ao tomar conhecimento do alagamento, muitos produtores podem desistir de vir para a cidade, já que não tem onde colocar a banca. “Isso é prejuízo para quem vai deixar de vender, como nossos produtos são frutas, legumes, verduras e carnes, isto é perecível. Corremos o risco de perder se não vender”, explica.

Fonte – Diário da Amazônia

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