Ponte na BR-429 cai e isola três cidades do Guaporé

Guaporé, RO – A edição de ontem do Diário trouxe matéria descrevendo a complicada situação de tráfego e acesso nos municípios que compõe a região do Vale do Guaporé.

Estas cidades são alimentadas pela BR-429, que tem apresentado diversos problemas estruturais devido a grande quantidade de chuvas que atingiram o Estado neste inverno amazônico. Na última terça-feira a situação tornou a ficar complicada depois que mais uma ponte cedeu na rodovia. O elevado que faz a passagem sobre o rio Preto desabou enquanto um caminhão basculante fazia a travessia sobre a estrutura de madeira. O veículo transportava uma carga de pedras do tipo brita e também caiu na água.

A situação agrava a condição dos municípios de Seringueiras, São Francisco do Guaporé e Costa Marques, que depois da queda da via estão isolados e sem passagem para ligação com a BR-364, que atravessa o Estado até a Capital ou com o município de Rolim de Moura, maior cidade da região. O prefeito de Costa Marques, Chico Território (PT) relatou que na manhã de ontem um engarrafamento se formou no local, visto que muitos não sabiam do que havia acontecido. Ele reiterou que não existe nenhuma possibilidade de passagem pelo local e teme as implicações que isso possa trazer aos municípios. “Até o momento não tivemos problemas, mas e se surgir a necessidade de sair com um paciente às pressas para outro hospital?”, questionou.

O Diário também buscou contato com a prefeita de São Francisco, Gislaine Clemente (PP), conhecida como Lebrinha. Segundo apurou a reportagem, o município já teria tido dificuldades com o transporte de pacientes. Até o fechamento desta reportagem, no entanto, não foi possível obter contato com a gestora.

Prefeito pede solução urgente ao Dnit na capital

O prefeito de São Miguel do Guaporé, Zenildo Pereira (PT), amanheceu ontem em Porto Velho para tentar uma sessão com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), André Reitz do Valle, e solicitar reparo em caráter de urgência na estrutura da ponte. “Por se tratar de uma rodovia federal, a prefeitura não pode fazer nenhum tipo de reparo”, lembrou.

Junto a ele na Capital estavam o presidente da Câmara Marco Antonio Ferreira (PMDB), os vereadores Gilmar Ramos (PT) e Darcy Tomaz, o Cabeção (PR), além do secretário de Educação Izaias Lopes. “A presença do secretário se faz relevante porque os nossos professores não têm mais acesso às escolas que ficam na linha 11 em função da queda da ponte e as atividades escolares também estão comprometidas”, apontou Pereira.

Em contato com o superintendente do Dnit, a reportagem do Diário apurou que uma equipe do órgão se deslocou ainda na terça-feira para a rodovia onde está a ponte e já avaliou o problema. “Houve um comprometimento sério da estrutura, mas já estamos atuando para resolver o problema e restabelecer o acesso destes municípios que estão isolados”, avisou Valle.

Segundo ele, o Dnit já tem uma licitação concluída para recuperar todas as pontes de madeira da BR-429 e a ideia é tentar incluir este reparo dentro deste cronograma. Caso não seja possível viabilizar o serviço desta maneira, a ideia é um contrato de emergência, que dispensa o uso de licitação. De qualquer maneira, o superintendente disse que a previsão é resolver a questão até o final de semana.

Fonte – Diário da Amazônia

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