PIM demite 12 mil e comércio manauara tenta equilibrar perda

Nelson Azevedo, vice-presidente da FIEAM
Nelson Azevedo, vice-presidente da FIEAM

Manaus – A crise econômica está engordando e preocupando as industrias e comercio de Manaus, que procuram segurar o problema e evitar maiores proporções, mai, nem sempre é possível. As indústrias estão com maiores problemas, por isso, as demissões ocorrem em maior escala, chegando a casa das 12 mil demissões.

No comércio, os reflexos são menores até o momento e os lojistas, estão fazendo esforços para evitar as demissões. No momento a situação ainda está sendo controlada com dificuldades, só não sabem até quando poderão suportar o difícil momento.

As demissões procuram refletir a crise econômica enfrentada pelo Brasil. Para o o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, contou que a queda no faturamento das empresas causa impacto direto no número de vagas reduzido.

“Hoje, estamos em meio a uma crise que todo mundo fala e o próprio Governo diz que tem se acentuado cada vez mais – por conta de medidas que só vão trazer melhorias para o final deste ano ou para 2016”, avaliou.

O PIM já registra aproximadamente 12 mil demissões
O PIM já registra aproximadamente 12 mil demissões

O representante da Fieam explicou que as demissões são uma resposta à queda das vendas. O fenômeno causa a diminuição da produção, do faturamento mensal das empresas e, consequentemene, do nível de empregos.

“Existem empresas dando férias coletivas antecipadas para tentar dissolver o estoque. É uma cadeia de acontecimentos que gera um reflexo negativo por conta desta crise nacional”, disse.

A previsão para os próximos meses não traz altas esperanças para os funcionários demitidos pelas empresas. Segundo Azevedo, não há indicadores de melhorias significativas para o futuro próximo. “Tenho muito otimismo. Confesso, porém, que não temos indicativos e resultados que apontem para uma resolução do problema. Vamos ver o que acontece no segundo semestre, já que as empresas estão se ajustando”, contou.

Enquanto a indústria amazonense aponta perdas e economia cada vez mais instável, o comércio manauara luta para balancear o desemprego. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, cerca de 600 lojas foram abertas apenas no último semestre do ano passado.

O aumento da competitividade, segundo ele, é o verdadeiro motivo para o aumento de preços identificados pelos consumidores – e não a crise.”É natural que caia a venda. Se eu aumento a concorrência, é óbvio que o mercado reagirá a essa mudança”, disse.

o seguimento comercial continua segurando mais os empregados
o seguimento comercial continua segurando mais os empregados

As novas 600 lojas – e com a chegada de outras ainda neste semestre – resulta na contratação de cerca de oito mil pessoas. “Não chega a compensar completamente a perda da indústria, é claro, mas ainda existem vagas no mercado. O comércio tem dificuldade em encontrar profissionais capacitados e responsáveis com o trabalho”, afirmou.

Amazonianarede

 

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