PF está a postos para prender condenados

Amazonianarede – Brasil247

Brasília – A Polícia Federal já tem em mãos um mapa com a localização de casa condenado no mensalão para cumprir a possível ordem de prisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. O pedido para executar a pena imediatamente foi feito pela Procuradoria-Geral da República.

Advogados de réus do mensalão afirmaram que o caso se tornará um “julgamento de exceção” se o presidente do STF decretar a prisão imediata, mas a PF não espera resistências.

A expectativa é de que a maioria se entregue espontaneamente, como é esperado para o ex-ministro José Dirceu. “Ele vai se apresentar e depois vamos tomar as medidas [recursos] cabíveis”, disse à Folha o advogado José Luis Oliveira Lima ao sair de uma reunião de duas horas com o petista, em São Paulo.

Segundo informações de Vera Magalhães, do Painel da Folha, a defesa de Dirceu apresentará, além do habeas corpus para tentar sustar a decisão, pedido para que ele fique preso em uma sala do Estado Maior no Batalhão da Cavalaria da PM em São Paulo, por ser advogado. Caso não haja sala disponível, o Estatuto do Advogado diz que o juiz deve decretar prisão domiciliar.

Para o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro, o pedido de prisão imediata “não será surpresa”. Segundo ele, “há 60 dias, estão vivendo o pior dos mundos”.

Quanto a Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, um esquema especial foi preparado para chegar até ele, que estaria numa praia no Nordeste.

O único impasse pode vir por parte do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que anunciou ontem o desejo de abrigar réus na Casa para evitar as prisões.

“É falta grave à Constituição uma casa como o Congresso acolher condenados pela Justiça”, disse Joaquim Barbosa. “O deputado Marco Maia não será mais uma autoridade à altura da execução das penas”, disse, num gesto para excluir o presidente da Câmara do debate.

Mesmo assim, o setor operacional da PF afirma que ordem judicial se cumpre e que se houver determinação neste sentido terá que entrar no Congresso.

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