Morte da onça Juma foi uma fatalidade

A Juma, não era protagonista, no evento

 

A Juma, não era protagonista, no evento
A Juma, não era protagonista, no evento

Manaus, AM – A onça Juma   que foi abatida com um tiro no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Giga) após participar do Revezamento da Tocha Olímpica em Manaus, na segunda-feira (20) – não era o animal “protagonista do evento”, segundo o Exército. A informação foi divulgada em nota emitida após o Comitê Rio 2016 afirmar que errou ao permitir o uso de animais silvestres. Durante o revezamento, as onças Simba e Juma estavam presentes na cerimônia olímpica.

A onça foi morta com um tiro de pistola após escapar durante transição de jaula. Apesar do uso de dardos tranquilizantes, o animal ainda avançou sobre um dos veterinários e acabou sendo abatido, de acordo com o Exército.

O comunicado do Comando Militar da Amazônia (CMA) informou, na noite da terça-feira (21), que o felino Juma, morto ao ser levado para a jaula, foi enviado ao Cigs para realização de exames veterinários.
Nas imagens registradas no local é possível identificar as duas onças através do procedimento de segurança adotado na exposição dos animais. Simba estava presa por correntes e uma haste. Ela permaneceu em frente ao local principal da cerimônia. Já Juma foi exposta ao público em outra área do evento apenas com correntes, na entrada de uma trilha onde condutores passaram com a tocha.

Segundo o CMA, Juma se encontrava no interior do zoo do Cigs onde a Tocha passou por “ocasião do revezamento do terceiro para o quarto condutor na orla da mata”, que fica na entrada da trilha, ocasião em que foi fotografada. Ainda conforme o Exército, o animal estava “em seu habitat”.

O Exército informou também que o problema envolvendo a onça ocorreu quando o espaço estava fechado para visitação e ocorreu após a solenidade do revezamento. O CMA também rebate afirmações de que Juma estaria estressada por conta da movimentação no local.

“A onça-pintada ‘Juma’, mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS), estava, por coincidência, no Centro de Veterinária do CIGS no mesmo dia do evento, para realização de revisões e cuidados da saúde como, por exemplo, a limpeza da cavidade bucal e a medição biométrica para acompanhamento do estado de higidez da onça”, cita nota enviada pelo Exército.

O acontecimento pode ser visto, como uma mera fatalidade
O acontecimento pode ser visto, como uma mera fatalidade

Comitê Olímpico

A organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 se pronunciou na terça-feira (21) sobre a morte da onça Juma. “Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado”, admitiu o comitê.

Em nota divulgada em sua página no Facebook, a Rio 2016 disse que o ocorrido “contraria as crenças e valores” da organização.

Veja íntegra da nota:

Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores.

Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio 2016.

Fatalidade

A onça Juma foi abatida pelo Exército após fugir e avançar contra um militar, informou o Comando Militar da Amazônia (CMA). O fato ocorreu na segunda, após o local receber o ‘Tour da Tocha’.

Segundo o CMA, a onça escapou no momento em que o Cigs estava fechado para visitas. Uma equipe de militares composta de veterinários especializados tentou resgatar o animal. Porém, mesmo atingido com tranquilizantes, Juma se deslocou em direção a um militar e foi realizado um tiro de pistola por medida de segurança. O animal morreu no local. O  fato pode ser considerado como uma desagradável fatalidade.

Especialistas  criticam

Diogo Lagroteria, analista ambiental especializado em fauna silvestre e veterinário, disse que, mesmo com anos de treinamento e em cativeiro, a onça nunca poderá ser considerada um animal domesticado.

“O incidente no Cigs aconteceu pelo simples fato dele [o animal] ser uma onça. Animais selvagens sempre serão animais selvagens. Não tem como prever a reação deles nesse tipo de situação”, disse o analista ambiental.

Amazonianarede-G1

 

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