Mais Médicos: Roraima recebe 16 médicos estrangeiros

(Reportagem: Sueda Marinho)

Desembarcaram no domingo, em Roraima, 16 médicos estrangeiros e brasileiros formados em outros países selecionados na primeira fase do programa Mais Médicos, do Governo Federal, que deverão atuar na Rede Básica de Saúde do Estado.

Desde ontem, os profissionais estão participando em Boa Vista de várias palestras com representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Dos 16 médicos enviados ao Estado, seis são cubanos, um colombiano, um hondurenho, um venezuelano e sete brasileiros com formação no exterior. Dois médicos da República Dominicana tiveram pendências com a documentação e também não alcançaram desempenho satisfatório na avaliação em Língua Portuguesa.

Os médicos estrangeiros vão passar uma semana recebendo orientações gerais sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), programas de Atenção Básica e também sobre as características do atendimento à saúde do Estado. Durante essa semana os médicos receberão ainda informações sobre a Política Nacional de Atenção Básica e as estratégias em curso no Estado e nos municípios, Sistemas de Informação e Regulação e os planos estadual e municipal de Saúde.

Eles serão informados sobre os tipos de doenças mais comuns da região e também aprenderão um pouco sobre a realidade dos municípios onde irão trabalhar. A partir disso, os profissionais com formação no exterior dependerão apenas da liberação do registro provisório para começarem a trabalhar. O documento é emitido pelo Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM/RR) e é restrito à atuação no programa.

Conforme Namis Levino, acompanhador interfederativo do Ministério da Saúde para o Estado de Roraima, a previsão para liberar o registro provisório é de 15 dias. “Cinco médicos cubanos já deram entrada com a documentação necessária no CRM e, na próxima semana, já devem estar aptos a atuar. Os demais realizaram o pedido nesta segunda-feira”, disse.

Oito profissionais vão permanecer na Capital e os demais serão deslocados para os municípios de Caracaraí, Pacaraima, Uiramutã, Alto Alegre e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) Leste e Yanomami (Dsey), onde permanecerão por três anos.

A médica brasileira Eloides Araújo Gomes, formada na Venezuela, vai atuar na Unidade de Saúde Pacaraima, na fronteira venezuelana. Ela destacou a relação de proximidade que eles procuram estabelecer com os pacientes. “Se eu tenho uma mensagem para a população que eu vou atender, é que ela se sinta como entre amigos. Creio que não vou ter dificuldade de me adaptar”, disse.

O médico Alejandro Alvarez, venezuelano formado em Cuba, que vai trabalhar na Unidade de Saúde no Município de Caracaraí, disse que está preparado para atuar na região. “Espero corresponder às expectativas do povo roraimense. Estou muito feliz em trabalhar aqui, pois já conhecia Boa Vista. Além disso, estarei próximo de casa”, afirmou.

Os médicos contratados recebem do Governo Federal o salário, translado e ajuda de custo, além de todos os direitos trabalhistas assegurados. A moradia e a alimentação são de responsabilidade dos municípios.

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