Lixão a céu aberto em Fonte Boa poderá causar doenças a população

Fonte Boa – Através de e-mail, enviado ao Portal Amazonianarede, moradores de Fonte Boa, no rio Purus, denunciam a existência de um grande lixão a céu aberto, em área residencial da cidade, que vem causando uma série de transtornos a população e o mais grave, colocando em risco a saúde das pessoas residentes no bairro Belarmino Lins, nome dado em homenagem ao deputado estadual que é natural do município.

A Prefeitura nega que a área seja usada como lixão pela administração municipal. Moradores levaram o problema ao deputado estadual Sidney Leite (DEM), que estava cumprindo uma agenda na cidade. O parlamentar vai intermediar uma solução junto ao poder público municipal, a quem compete solucionar esse tipo de demanda.

O lixão fica a menos de 30 metros da área residencial. A principal preocupação dos moradores é quanto à saúde das crianças que brincam no terreno, além do risco de transmissão de doenças trazidas pelo lixo.

De acordo com a dona de casa Antônia Gomes, 35 – que mora praticamente dentro do lixão – quando chove, a situação se complica ainda mais, pois a lama (o bairro não é asfaltado) transporta o lixo para outros locais. “Dentro de casa, não conseguimos comer. Todo tempo temos que abanar para as moscas não pousarem na comida. Sabemos que isso atrai doença, e me preocupo com meus filhos”, disse.

Além disso, há casos de moradores com lixos domésticos mantidos em casa há 15 dias por falta de coleta. “O problema disso tudo é esse contato com o lixo e a proliferação das moscas que são as principais transmissoras de vermes”, comentou Sidney Leite.

Os agricultores também são prejudicados, pois o lixão está avançando para a estrada, principal via de acesso dos produtores que precisam trafegar com seus produtos. O caso já foi denunciado na Câmara Municipal de Fonte Boa, mas nenhuma providência foi tomada. De acordo com o vereador Miélio Tavares (PT), há dois meses os moradores do bairro se reuniram e a Câmara convocou os secretários de meio ambiente e limpeza pública para discutir uma solução para o problema, mas nada foi feito até agora.

(Amazonianarede – Via e-mail) 

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