LAB VERDE: Experimentações Artísticas na Amazônia no Parque do Mindu

Com programação cultural intensa, projeto LAB VERDE promove encontros científicos, bate papo, exposição e seminário, durante a semana de 8 a 15 de junho.

A Manifesta Arte e Cultura está realizando o projeto LAB VERDE: Experimentações Artísticas na Amazônia, uma iniciativa pioneira de reflexão sobre arte e meio ambiente que promove um conjunto de conteúdos inéditos nas artes visuais e incentiva o desenvolvimento da Land Art no Brasil.

A primeira edição do programa convocou criadores, de diferentes regiões brasileiras, a participar de um edital público para a experiência de imersão na Reserva Florestal Adolpho Ducke e intervenção artísticas no Parque do Mindu, na cidade de Manaus. Cento e sessenta e duas propostas foram inscritas, mobilizando diferentes reflexões no campo artístico sobre a Amazônia.

Sábado, dia 15 de junho, às 9:00 horas, os artistas selecionados Felipe Cidade, Fernanda Rappa, Lívia Pasqual e Rodrigo Braga apresentam seus trabalhos no Parque do Mindu, com a realização da mostra LAB VERDE. Na ocasião, também acontecerá o seminário Interações entre Arte e Meio Ambiente com a participação do curador e crítico de arte Cauê Alves e o artista amazonense Turenko Beça.

Além da mostra e seminário, será organizado um bate papo, aberto ao público, no coletivo Difusão, quinta-feira, às 19 horas. Estarão presentes os artistas selecionados no projeto LAB VERDE e os agentes culturais locais.

LAB VERDE é desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Prefeitura de Manaus/Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), recebe o apoio do Coletivo Difusão e Hotel Go Inn Manaus e patrocínio da Fundação Nacional de Arte (Funarte), por meio do programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais.

Sobre o Projeto LAB VERDE:

LAB VERDE: Experimentações Artísticas na Amazônia é um projeto de reflexão sobre as relações entre arte contemporânea e meio ambiente. A primeira edição do programa selecionou quatro artistas para a realização de intervenções na Reserva Florestal Adolpho Ducke, na cidade de Manaus.

Pensado como um projeto multidisciplinar, o LAB VERDE irá promover uma série de conteúdos inéditos nas artes, incentivando o desenvolvimento da Land Art no Brasil e as reflexões estéticas provenientes dessa prática.

Os artistas selecionados foram orientados por uma equipe de especialistas nas áreas de Biologia, Artes Visuais e Arquitetura e passarão por um período de imersão na floresta, possibilitando a investigação da Amazônia enquanto lugar, conteúdo e meio.

www.labverde.com.br 

http://www.facebook.com/LabverdeExperimentacoesArtisticasNaAmazonia

Sobre a Mostra LAB VERDE:

Serão instaladas no Parque do Mindu as seguintes obras artísticas:

Proteção feita pelo homem para proteger a natureza do homem, de autoria do jovem artista Felipe Cidade, é uma instalação site-specific que consiste em uma estrutura em tela tapume para o resguardo de uma árvore. O trabalho se apropria de materiais utilizados nas construções para ironizar a relação do homem com a natureza e evidenciar o tênue limite entre a proteção e a dominação.

Experiente no diálogo entre arte e natureza, a artista Fernanda Rappa apresenta ADAPTAÇÃO e a hipótese da palmeira errante. O trabalho é uma obra multimídia que se inicia com a observação da planta Socratea exorrhiza,também conhecida como paxiúba. Um conjunto de evidências constituído de informações gráficas, imagens e textos científicos auxilia o observador a intuir sobre a hipótese da palmeira andar. Ao se utilizar da metodologia científica, a artista instiga a imaginação do público e suscita as incertezas do fazer científico.

A obra Midori, da artista e realizadora audiovisual Lívia Santos, propõe o estímulo visual por meio da radiação da luz solar. Consciente da percepção humana das cores, que é mais sensível à luz na região amarelo-verde do espectro, a artista cria na floresta uma zona de estímulo sensorial por meio de rebatedores de luz. A reflexão da luz solar nesse ambiente específico provoca no espectador sensações profundas, aprimorando sua percepção estética e o capacitando a experimentar novas realidades possíveis.

Recorrente no uso de narrativas que se relacionam com a natureza, o artista visual Rodrigo Braga propõe o diálogo entre fauna e flora com a criação de um híbrido entre a folhagem de uma acácia e um peixe tambaqui. O artista evidencia a semelhança estética entre ambos ao sugerir a afinidade entre os desenhos provocados pela predação de um inseto na folhagem e os grafismos realizados pelo homem nas carcaças dos tambaquis. Dessa simbiose poética, na qual não há categorias ou hierarquias, o artista recria o reino animal nos indicando que na natureza nada pode ser compreendido de forma isolada.

(Ascom) 

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