Josué Neto diz que não vai desistir da luta por aumento das vagas federais para o Amazonas

Amazonianarede – Aleam

Manaus – Mesmo com a protelação da apresentação do voto da relatora ministra Nancy Andrighi, à petição de aumento de vagas para o Amazonas na Câmara Federal, de terça para esta quinta-feira (21), no plenário do TSE, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), deputado Josué Neto (PSD) disse nesta quarta-feira (20) que não vai arrefecer na luta.

“Nós não vamos desistir. Caso não consigamos a vitória para 2014, nós vamos continuar trabalhando para as eleições de 2018”, garantiu.

Usando a tribuna, o presidente fez um breve relato de suas atividades em Brasília na segunda e na terça-feira, quando acompanhou o andamento do processo que o Legislativo move junto ao TSE. O presidente disse que durante os dois dias em Brasília teve encontros com os ministros do TSE José Antonio Dias Toffoli, Luciana Lóssio, Henrique Neves da Silva e Marco Aurélio de Mello tratando da questão.

“Em todos os momentos eu sempre bati na questão política, no fato de que nós precisamos ter a nossa representatividade aumentada, o que é um direito constitucional, para defender o nosso modelo econômico, que é a Zona Franca de Manaus”, explicou Josué. Mas ele sabe que não será uma luta fácil e que o processo pode inclusive mudar de instância antes de ser julgado.

Como se trata de uma petição constitucional, o caso poderá ser enviado para o Supremo Tribunal Federal (STF). “A decisão que hoje está no TSE, poderá chegar a outra instância, no Supremo Tribunal Federal e o Amazonas tem pouco tempo para definir isso”, disse ele, assegurando que “caso não consigamos essa decisão até o mês de agosto, a ALEAM não vai parar com esse trabalho. Vamos continuar, para ter êxito nas eleições de 2018”.

“Por isso nós estamos pedindo o engajamento dos demais deputados, porque nós estamos iniciando um trabalho cuja maior característica vai ser a perseverança, a vontade de conseguir a vitória”, disse Josué, referindo-se à mobilização política dos estados que podem perder vagas caso a redistribuição requerida pelo Amazonas seja acatada.

Segundo ele, o Amazonas está apenas defendendo um direito constitucional e, pela primeira vez, a ALEAM está sendo assessorada por uma advogada especializada em Direito Eleitoral. O presidente procura deixar claro que o Amazonas não está brigando contra o Piauí ou Alagoas, “mas para que a lei seja cumprida e essa não é uma luta só do Amazonas, mas de todos os estados que têm déficit de cadeiras na Câmara Federal”.

Ele lembra que quando a Constituição de 1988 definiu a quantidade de cadeiras para cada estado na Câmara Federal, o Amazonas tinha pouco menos de dois milhões e habitantes. Hoje, 25 anos depois, o estado tem quase quatro milhões de habitantes e continua com o mesmo número de cadeiras. “Para se ter uma ideia, a nossa população foi a que mais cresceu nesses 25 anos, já que nenhum estado brasileiro cresceu quase 100% no período”, comparou Josué.

Fonte: Diretoria de Comunicação

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