Campeão mundo afora, argentino tenta incluir mais uma conquista na carreira, mas não se sente pressionado pela responsabilidade. “Eu me sinto mais um”
Parana, Jgando em casa, nesta quarta-feira, Lucho González inicia a busca pelo seu 25º título na carreira. Jogador mais experiente do elenco do Atlético-PR, o argentino terá a responsabilidade de, mais uma vez, vestir a braçadeira de capitão na missão mais importante do clube na temporada: a disputa da taça da Copa Sul-Americana 2018.
Aos 37 anos, o camisa 3 chega para a final motivado e ansioso para aumentar a galeria de conquistas no currículo. Em 2003, bateu na trave quando foi vice-campeão da Sul-Americana pelo River Plate – o título ficou com o Cienciano, do Peru.
Titular em todas as partidas do Furacão na Sul-Americana, Lucho melhorou de produção com Tiago Nunes. Ainda que divida opiniões entre os torcedores, o meia costuma crescer nos jogos internacionais e tem papel importante dentro e fora de campo. Respeitado e querido no elenco, o jogador tem confirmado a figura de líder e sendo referência para os mais jovens no dia a dia.
Papel aceito, mas dividido com toda a equipe, segundo o argentino.
– Eu me sinto mais um. Aqui é um grupo muito forte, com jogadores com experiência, e também com meninos que estão aparecendo, que têm um futuro grande e que sabem o momento que estamos atravessando. Eu me sinto mais um, não é uma pressão, nenhuma responsabilidade – disse após o jogo contra o Fluminense, na semifinal.
Desde setembro de 2016 no Furacão, o argentino logo se tornou uma das lideranças do elenco, ao lado de outros jogadores experientes como Jonathan, Paulo André e Thiago Heleno. Com contrato renovado nesta semana, Lucho soma 103 partidas disputadas pelo Atlético-PR e tem sete gols marcados. O objetivo agora é marcar seu nome no clube.
– Sou um cara que dá o melhor no dia a dia. Foi o que aprendi nesses anos de futebol. Quando a gente se entrega, nos jogos e treinamentos, é recompensado. Conseguir títulos é a única maneira de fazer parte da história de um clube. E espero que possa ser assim aqui no Atlético-PR também.
A voz do vestiário
Depois da palavra de Tiago Nunes na preleção, a voz ouvida no vestiário atleticano é de Lucho. Capitão do time na Sul-Americana, o meia tem repetido antes dos jogos pelo torneio internacional sobre a importância de conquistar a inédita taça para o Atlético-PR.
“A gente tem um sonho e não vamos permitir que nada nem ninguém nos tire.”A final não se joga, a final se ganha”
Na reta final da temporada, o “El Comandante” tem sido um dos pilares do time de Tiago Nunes. Contra o Flamengo, no último jogo do Campeonato Brasileiro, mudou a partida no Maracanã em menos de dez minutos. Lucho entrou na partida e deu duas assistências, ajudando o Furacão a virar o placar para 2 a 1.
– Estamos nessa caminhada para buscar esse título. Chegamos a esta decisão, é gratificante, mas sempre queremos mais. Temos feito boas atuações, mas falta coroar com o troféu.
O último passo de Lucho e companhia está marcado para esta quarta-feira, na Arena da Baixada. A partir de 21h45 (de Brasília), o capitão e seu exército estarão em campo para os últimos 90 minutos
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