
A TV estatal detalhou os pilares que o Irã considera inegociáveis para qualquer acordo de paz
EUA – O governo do Irã rejeitou formalmente a proposta de 15 pontos apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar as hostilidades na região. Através da emissora estatal Press TV, autoridades de Teerã classificaram o plano como “excessivo” e afirmaram que o país não permitirá que Washington dite o cronograma para o fim da guerra.
De acordo com um alto funcionário do governo iraniano, a República Islâmica só aceitará uma trégua sob seus próprios termos. “O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, declarou a fonte, acusando a Casa Branca de utilizar a oferta como uma “manobra política” sem intenção real de diálogo.
A TV estatal detalhou os pilares que o Irã considera inegociáveis para qualquer acordo de paz. As condições estabelecidas são cessar completamente as “agressões e assassinatos” por parte do inimigo; O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja reimposta à República Islâmica; Pagamento garantido e claramente definido de indenizações e reparações de guerra; O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região; O exercício da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz é e continuará sendo um direito natural e legal do Irã, constituindo uma garantia para o cumprimento dos compromissos da outra parte, e deve ser reconhecido.
Apesar da retórica agressiva, o cenário diplomático é ambíguo. Enquanto o porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, ironizou o plano americano afirmando que os EUA “negociam sozinhos” e vivem um “fracasso estratégico”, canais indiretos continuam ativos.
Fontes ouvidas pela Al Jazeera confirmaram que, embora não existam conversas oficiais desde o dia 28 de fevereiro, mensagens seguem sendo trocadas por meio de mediadores internacionais.
“O poder estratégico de que vocês costumavam falar transformou-se em um fracasso estratégico”, afirmou Zolfaghari em vídeo.
Um ponto crítico no impasse é a falta de clareza sobre quem detém a palavra final em Teerã. Não há confirmação se os funcionários que deram declarações à mídia estatal possuem autoridade plena para representar o Estado.
Recentemente, Donald Trump afirmou que seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, estariam envolvidos em discussões que, segundo ele, teriam sido iniciadas pelo próprio Irã. No entanto, o presidente americano não revelou a identidade dos interlocutores iranianos, alimentando dúvidas sobre a coesão do governo persa.
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Da Redação Portal d24am



