Inverno rigoroso atrapalha a recuperação dos ramais no Apuí

Amazonianarede – Portal do Apuí

O Município de Apuí, no Sudoeste do Amazonas está localizado em um Assentamento Rural e tem sua população distribuída às margens de 1200 km (Um mil e duzentos quilômetros) de estradas vicinais. As condições de conforto e segurança nessas estradas são precárias. Famílias sobrevivem em situação desumana em algumas comunidades. Sem transporte adequado a produção é comprometida e o acesso à saúde e educação também se dá de maneira irregular.

A educação básica é oferecida em cinco polos educacionais distribuídos de acordo com a estrutura das estradas vicinais. As aulas são ministradas três dias por semana durante os seis meses com menor incidência das chuvas. “Nas comunidades mais distantes, em um dia normal, os alunos passam 16 horas longe de casa, ou seja, saem às 4h da manhã e só retornam à noite, por volta das 20h. Quando há problemas com o carro, fura um pneu ou quebra uma peça os alunos chegam em casa até 10 horas ou meia noite” disse o ex secretário de Educação Valcir Dall’ Agnol.

O transporte de aproximadamente 1.000 alunos é feito por ônibus e micro-ônibus. Em algumas estradas de acesso mais difícil por caminhonetes com tração nas quatro rodas. Por causa das condições precárias da estrada a frequência em sala de aula é baixa e o rendimento na maioria dos caos é insuficiente. “É, você ter um ano letivo de 5 meses, o maior prejuízo sempre é dos alunos. Os alunos passam, mas com deficiência.” Enfatiza, Neldo Fester, um dos pais que reclama da situação.

A recuperação de 01 km dessas estradas, incluído substituição de pontes e bueiros fica em torno de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais). Portanto, para recuperar os mais de 1.200 km de estrada seria necessário um valor aproximado de R$ 48.200.000,00 (quarenta e oito milhões de reais).

Com uma receita mensal aproximada de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) a prefeitura poderia recuperar toda a malha viária se paralisasse todas as atividades do poder público municipal durante 4 anos. Como não é possível abrir mão de investimentos essenciais ao município como saúde, educação e gastos com pessoal, o que existe de fato são apenas algumas operações pontuais de tapa buraco que são repetidas em cada ramal de três a quatro anos. Em alguns casos, sete e até dez anos.

CHUVAS ATRAPALHAM A RECUPERAÇÃO

Como, em tese, a recuperação das estradas vicinais em área de assentamento é de responsabilidade do INCRA (Instituto Nacional de colonização e reforma agrária) os reparos estão sendo feitos através de uma parceria entre o Incra, prefeitura e comunidades rurais.

No acordo, o Incra cedeu uma patrulha mecanizada completa, a prefeitura fornece os operadores e a manutenção das máquinas e a comunidade completa a parceria providenciando o combustíve, que conta também com uma ajuda do Incra.

Apesar do período para início das aulas já estar esgotado, não há previsão para início das aulas para a população rural do Município.

A prefeitura alega que as máquinas à disposição da prefeitura não têm condições de trabalho e está tentando recuperar alguns trechos críticos através de parcerias com empresários locais.

De acordo com o prefeito Adimilson Nogueira/DEM, a prefeitura cedeu 5.000 litros de combustíveis que serão utilizados numa operação de tapa buraco em cerca de 50 km de estradas, 4,1% do total das estradas vicinais do Município.

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