Índios apurinãs apresentam projeto para justificar a cobrança de pedágio

Purus – Os índios Apurinãs que residem nas reservas indígenas que estão situadas na BR-317, apresentaram um projeto que eles chamam de Concessão de Infraestrutura Rodoviária, o nome formal para a cobrança de pedágio que foi anunciada há alguns meses.

O projeto tem como objetivo geral, a concessão nos trechos compreendidos nos quilômetros 45 e 124. Nesses trechos, haverá a cobrança de pedágio, que, segundo o escrito, servirá como atenuante dos impactos socioambientais nas terras indígenas 124 e Kamicuã (Apurinã 45). O documento ainda diz que o pedágio é “uma forma de compensação pelos prejuízos ou escassez que por ventura esse povo venha sofrer”.

Compromissos

Os Apurinãs assumem o compromisso de contratar uma empresa para dar manutenção nos trechos citados, no intuito de manter a rodovia em condições de tráfego. Outros pontos de destaque são: construção de postos de saúde nas duas reservas, contratação de profissionais da área da Saúde, compra de caminhão para escoamento da produção, compra de tratores para abertura de ramais, investimentos em piscicultura, água encanada, perfuração de poços artesianos, compra de um ônibus, entre outros.

Na lista de obrigações ainda constam a permissão de passagem gratuita de veículos oficiais e ambulâncias. No documento ainda consta a obrigatoriedade da criação de um fundo de reserva, que será mantido com 50% de toda a arrecadação. A existência do fundo se dá em razão de os Apurinãs cumprirem com a manutenção do trecho.

Os Apurinãs fizeram uma estimativa de que vão arrecadar em torno de R$ 168.000,00 por mês. O projeto ainda detalha quando cada veículo, de acordo com seu tamanho e finalidade, irá pagar no pedágio.

Preços:
Carro de e passeio: R$ 15,00
Táxi: R$ 15,00
Caminhonete: R$ 20,00
Caminhão até 4 toneladas: R$ 25,00
Caminhão até 7 toneladas: R$ 35,00
Caminhão truck: R$ 50,00
Carreta: R$ 70,00
Ônibus: R$ 50,00
Motocicletas: R$ 10,00

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