Governo do Estado paga indenizações para família em áreas da Cidade Universitária

Amazonianarede – Assessoria

Manaus – Mais um paço importante foi dado pelo Governo do Estado para tornar real o projeto da Cidade Universitária do Iranduba, da Universidade do Estado do Amazonas, na Região Metropolitana.

Um grupo de 59 famílias receberam indenizações pelas propriedades onde moravam na área estabelecida para construção da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O valor total de desapropriações chega a R$ 7 milhões, de acordo com o relatório do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A construção será na cidade de Iranduba, a 25 quilômetros de Manaus.
O montante a ser pago às famílias veio a público nesta terça-feira (12), durante audiência pública na reitoria da UEA, em Manaus.

Segundo um dos membros da equipe multidisciplinar do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), Carlos Sandro Albuquerque, haverá 20 atividades para minimizar o impacto da construção e da maior presença humana na região.

As atividades mitigadores de impacto ambiental compreendem, também, a reutilização da cobertura vegetal. Inicialmente, haverá desmatamento do local onde os prédios da reitoria, salas de aula, laboratórios e alojamentos serão edificados. “Armazenaremos árvores de grande porte, por exemplo, e usaremos novamente em algum momento na construção e reerguimento da própria obra”, adiantou Albuquerque.

Dentro das propostas de redução de impactos, duas ações previstas pelo EIA/Rima já estão em andamento. A primeira é sobre as desapropriações. Além das famílias indenizadas, existe a possibilidade de outras terras serem arrendadas, a partir do início da construção do complexo universitário.

Outra ação em funcionamento é o Programa de Monitoramento da Água. O projeto de testes de possíveis contaminações ou da presença de agentes contaminantes acontece tanto na Bacia do Testa quanto na do Chico Preto. “Controles de endemias e de processos erosivos somente começarão com o andamento das obras”, disse Albuquerque.

Uma Unidade de Conservação (UC) da Área de Proteção Ambiental (APA) da margem direita do Rio Negro será terminado em até dois anos, a contar do início da construção da Cidade Universitária.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) será responsável pela área que vai custar R$ 1 milhão por ano aos cofres públicos estaduais.

Protestos

A audiência pública foi marcada por protestos e solicitações de estudantes e professores da Universidade do Estado do Amazonas. Estudantes e professores da universidade pediram aumento no número de professores, equipamentos para os laboratórios existentes, especialmente na Escola Superior de Tecnologia, e eleições para a reitoria – o reitor é nomeado pelo governador como ocorre com secretários estaduais. Os alunos gritaram palavras de ordem e empunhavam cartazes pedindo a contratação de mais professores.

O reitor da UEA, José Aldemir, afirmou que existe um processo seletivo simplificado em andamento, com 21 vagas para professores. A seleção é realizada em caráter emergencial. Também há em andamento um concurso público para mais de 50 novos servidores. “Quanto a eleição para reitor, esta decisão não cabe à direção da UEA e sim do governo do Estado”, finalizou. 

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