Governo de Rondônia encerra o ano com “calote” em fornecedores

Gov. Confúcio Moura

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Porto Velho, RO – Além de boa parte dos servidores estaduais não ter recebido o salário de dezembro na data prometida (22), fornecedoras e prestadores de serviços ao Governo do Estado estão com seus créditos em atraso e devem encerrar o ano amargando um grande prejuízo.

Não se tem números oficiais. Mas, muitas pequenas e médias empresas estariam fechando as portas em razão de os atrasos já somarem mais de seis meses.

Somente gastando com impostos e funcionários, fornecedores fazem nesta reta final de 2012uma grande peregrinação na Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), na tentativa de receberem seus direitos. Tem sido em vão.

O governador Confúcio Moura (PMDB) já reconheceu que a situação dos fornecedores é de atraso e acenou com a abertura de linha de crédito em instituições bancárias, para cobrir essas despesas.

Segundo o governador, com a queda no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o Governo teve que priorizar o pagamento dos salários em dia e acabou afetando os pagamentos a fornecedores, desde o final do primeiro semestre.

Para se ter uma ideia dos problemas, as unidades prisionais administradas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), estão com os telefones e internet cortados deste novembro. Nas delegacias de polícia do interior a situação é parecida.

As contas vão se acumulando, em diversos setores, e o efeito ‘bola de neve’ já é temido por muitos.

Deputados reclamam de não-liberação de emendas

Quem também tem reclamado são os deputados estaduais. O Governo se comprometeu a liberar as emendas parlamentares agora, no apagar das luzes, mas não teria cumprido o acordo, deixando as bases dos deputados desassistidas e muitos em pé de guerra.

A promessa da maioria dos parlamentares é de que, tão logo voltem do recesso, aumentem as pressões contra o Governo. Na última sessão do ano, o desgaste era tão grande que nem mesmo o líder do Governo, deputado Edson Martins (PMDB), teve condições de defender o Executivo, ouvindo calado as duras críticas de colegas, muitos deles governistas de carteirinha.

Em resumo: o Governo encerra o ano desgastado com boa parte dos servidores estaduais, que não receberam os salários na data prometida; endividado com os fornecedores e prestadores de serviços, além de estar acuado na Assembleia Legislativa.

O Governo precisa começar 2013 com boa articulação, caso queira pular essa fogueira. Se não… 

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