Fortaleza se divide entre torcida e protesto nesta quarta

Cerca de 10.000 pessoas são esperadas numa manifestação antes do jogo do Brasil. O alvo é o gasto excessivo de dinheiro público com o Mundial de 2014.

O jogo entre Brasil e México, nesta quarta-feira, às 16 horas, na Arena Castelão, em Fortaleza, pode entrar para a história – mas não pelo resultado dentro de campo. Um numeroso grupo de manifestantes vem usando as redes sociais desde a noite de segunda-feira para organizar protestos não só fora como também dentro do estádio.

Embalado depois de duas boas vitórias, no amistoso com a França e na abertura da Copa das Confederações contra o Japão, a seleção brasileira – que manifestou apoio às reivindicações por melhoria na gestão pública – pode ter surpresas durante o hino nacional ou no intervalo do jogo. Um movimento foi criado na internet e já conta com mais de 10.000 pessoas confirmadas para um protesto marcado para começar às 10 horas, diante de um supermercado próximo à Arena Castelão. A ideia é protestar contra os gastos excessivos com as obras da Copa de 2014, e o grupo angariou o apoio de outros movimentos organizados no Ceará. Além disso, existe a possibilidade de policiais participarem do ato – eles reclamam que alguns itens do acordo firmado para encerrar uma greve em janeiro de 2012 não foram cumpridas.

Os manifestantes divulgaram nas redes sociais que a principal ideia era cantar o Hino Nacional de costas para o campo, mas a proposta logo acabou sendo rejeitada – muitos participantes da mobilização argumentaram que o ato significaria virar as costas para o Brasil. Outra ideia é cantar o hino até o final, já que a organização costuma tocar apenas uma parte inicial, o que costuma irritar os torcedores. Há também a informação de que alguns manifestantes estarão com camisetas contra a aprovação da PEC 37 e cartazes com frases contra os políticos, mas a ideia pode esbarrar na proibição que a Fifa impõe às manifestações de cunho político em seus eventos.

Essa proibição é citada no guia de conduta do torcedor que comprou ingressos para o torneio. “Não vamos reivindicar nada, pois o investimento já está feito, mas queremos mostrar ao governo que não nos calamos diante dos gastos absurdos na Copa enquanto não temos o básico, como educação, saúde e segurança”, diz o texto divulgado pelos manifestantes nas redes sociais. Na segunda-feira, um protesto pacífico com cerca de 500 pessoas chegou até o hotel da seleção brasileira e atraiu a simpatia de parte do elenco da seleção.

(Veja) 

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