Filme sobre a disputa da F-1 em 1976 entra em cartaz no Brasil

(Amazonianarede – Lancenet)

‘Rush’, dirigido por Ron Howard, de ‘Uma Mente Brilhante’, conta a história da disputa entre James Hunt e Niki Lauda pelo título da categoria.

O filme “Rush” estreia nesta sexta-feira em diversas cidades do Brasil carregado de muita expectativa. No país, o documentário “Senna”, lançado em 2010 sobre o tricampeão brasileiro, atingiu uma bilheteria superior a 200 mil pessoas – um número surpreendente para o gênero. “Rush” vai além, dramatizando a história do Mundial de Fórmula 1 de 1976, disputado até a última corrida do ano entre James Hunt e Niki Lauda.

E são justamente as “licenças poéticas” tomadas pelo diretor Ron Howard e sua equipe que tornaram o filme um sucesso, retratando uma rivalidade ferrenha entre os dois pilotos que, na vida real, nunca existiu. O LANCE!Net conversou com jornalistas que estiveram presentes naquela temporada.

Para o canadense Gerald Donaldson, autor de uma biografia de James Hunt publicada originalmente em 1994, o filme faz um retrato fiel do piloto inglês. Menos em relação à sua amizade com Niki Lauda.

– Eles eram muito amigos. Na época da Fórmula 3 eles moravam no mesmo apartamento em Londres. Quando escrevi meu livro, Niki me deu um depoimento emocionado e disse que nunca houve um piloto tão carismático na Fórmula 1 como James Hunt – afirma.

A amizade entre os dois é contada em detalhes pelo austríaco Heinz Prüller. Segundo ele, Hunt chegou até a inspirar Lauda para relaxar uma personalidade disciplinada por natureza.

– Tem uma história que ilustra bem a relação dos dois. Era depois de um GP da Áustria, acho que o de 1977, e num restaurante pequeno de interior, eles já tinha tomado umas 28 cervejas, quando Hunt abriu a janela, passou mal e depois pediu mais uma cerveja para o garçom. No dia seguinte, eles voaram cedo para Marselha para um teste em Le Castellet. O carro de Lauda teve um problema no câmbio e ele pôde ir dormir. Hunt continuou andando e, de repente, ficou um silêncio na reta mistral e todo mundo ficou preocupado. Mandaram a ambulância para a pista e encontraram a McLaren estacionada direitinho do lado da pista e, dentro dela, ele estava tirando um cochilo. Este tipo de situação era algo que o Niki jamais viveria antes de conhecer o Hunt.

JAMES HUNT, por Gerald Donaldson

“É correto afirmar que ele foi o primeiro ‘superstar’ da Fórmula 1: era bem apessoado, escandaloso, controverso, engraçado, as mulheres o adoravam e ele adorava as mulheres. E tudo isso foi divulgado para o grande público, porque a disputa do título de 1976 entre ele e o Niki Lauda foi ao vivo para a televisão pela primeira vez. E uma audiência completamente nova ficou conhecendo o esporte, não só na Inglaterra ou na Europa”.

NIKI LAUDA, por Heinz Prüller

“Niki está acima de tudo. Sem Jochen Rindt não teríamos a Fórmula 1 na Áustria. Mas acima disso está Niki Lauda com sua vida e seu caráter inacreditáveis. No começo, as pessoas respeitavam aquele piloto jovem e sério, mas ainda não o amavam. Isto aconteceu depois, com tudo o que aconteceu: vitórias, acidente, família. Isto deu um traço humano para alguém visto como um ‘Deus’ da F-1. Sua história de vida é incrível”.

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