
Manaus, AM – Cerca de 60 alunos do 4º e 5º ano da Escola Municipal Joaquim da Silva Pinto, localizada no Crespo, zona Sul, trocaram a sala de aula pelo pátio da unidade de ensino, na manhã desta quinta-feira, 3, para a realização do 3º Festival de Xadrez do colégio. O evento incentiva a prática da modalidade como ferramenta no auxílio da matemática.
s tabuleiros foram colocados na mesa do refeitório e cada aluno jogou seis partidas. Com auxílio de um programa digital de pontuação da Federação Amazonense de Xadrez, os duelos eram definidos, levando em conta o índice de vitórias de cada competidor.
De acordo com o coordenador do festival, Vivaldo Serafim Júnior, a prática do xadrez na escola nasceu pela necessidade de uma ajuda no aprendizado da matemática, visto que o esporte incentiva o desenvolvimento do raciocínio lógico e a concentração.
“Todos sabem que o xadrez é um grande estimulante do raciocínio, desenvolve o cognitivo e a concentração. Então, não é à toa que o projeto está atrelado à matemática. Depois que iniciamos o festival, percebemos que os alunos melhoraram a concentração e o desenvolvimento intelectual. O festival também funciona como uma oportunidade para os alunos praticarem uma modalidade que até pouco tempo não era acessível às classes sociais mais baixas”, explicou.
Além de melhorar o aprendizado da disciplina mais temida entre os estudantes, o festival tem transformado vidas. Esse é o caso do estudante Marlison da Silva, 16, aluno do 5º ano que sofreu paralisia cerebral. Ele conseguiu desenvolver a fala e movimentos motores após conhecer o esporte. O garoto gostou tanto de praticar que é um dos melhores jogadores da escola.
“O xadrez é um esporte muito bom porque abre a mente e trabalha também o físico. Eu melhorei muito jogando xadrez”, disse o aluno, segundo colocado do Festival de Xadrez.
Marlison perdeu na final do festival de xadrez para a talentosa Ana Carolina Lima, 11, aluna do 4º ano. Ela chamou atenção pela tranquilidade com que moveu as pedras no tabuleiro, resultando em um xeque-mate, a jogada perfeita do esporte.
“O xadrez me ajudou nos estudos. Hoje, eu vivo jogando xadrez e gosto muito de enfrentar o Marlison, porque ele é o mais forte”, afirmou a atleta que foi terceira colocada nos Jogos Escolares do Amazonas este ano.
Melhoria no desempenho
A diretora da escola, Miriam Santana, contou que é perceptível a melhoria no desempenho dos estudantes. Segundo ela, utilizar o esporte como auxílio das aulas é uma ferramenta eficaz, que trouxe a unidade de ensino um ambiente agradável aos alunos.
“Você sabe que quando se trata de esporte, as crianças se dedicam. Uma das imposições que fizemos é que esses alunos não queiram somente o jogo, mas que através do jogo, melhorem o rendimento escolar. Ontem, fizemos provas e detectamos resultados satisfatórios”, destacou, ao lembrar que a escola deverá ter resultado positivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).
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