Empresários de ônibus tentam forçar a barra para reajustar a passagem

Amazonianarede – Semcom

Manaus – Logo no primeiro dia da administração na Prefeitura de Manaus, o prefeito Arthur Neto foi surpreendido por uma ligeira paralização de algumas linhas de coletivos na capital operada por uma empresa, o que provocou um certo tumulto na cidade e um problema logo de cara para a nova administração.’

Agora, nova paralisação é anunciada. Frente a isso, o prefeito de Manaus aguarda reunião com empresários do sistema de transporte coletivo para discutir as cláusulas que regem o contrato e definem o funcionamento do sistema. Entre os pontos que serão discutidos no encontro, está o reajuste da tarifa.

“Já conversei com quase todas as entidades de classes, menos os empresários, eles não me procuraram. Se sobe o preço de carne, do peixe, do cinema, uma hora tem que subir o preço da tarifa também”, explica o prefeito.

O aumento, feito anualmente, faz parte do contrato das empresas de transporte coletivo e a Prefeitura de Manaus. De acordo com os empresários, este reajuste deveria ter acontecido em outubro, ou seja, no governo do ex-prefeito Amazonino Mendes. Para o prefeito, forçar um aumento no início de gestão é querer agir de má fé.

O prefeito pediu ao titular da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e Manaustrans, Pedro Carvalho, um estudo da tarifa de ônibus. “Peço que o Ministério Público fiscalize. Não vejo porque esconder a planilha de custos”, declarou.

Com relação aos terminais da capital, Arthur confirma a extinção dos terminais da Cachoeirinha, na zona Sul, e da Constantino Nery, no Centro. As revitalizações estão programadas para os terminais da Matriz, Cidade Nova, na zona Norte, Jorge Teixeira e São José, ambos na zona Leste. Dentre as melhorias também estão as reformas de paradas de ônibus e abrigos. Estes projetos deverão ser colocados em prática após o período chuvoso.

No que tange o transporte executivo e alternativo, o planejamento envolve renovação da frota, recuperação de vias, sem esquecer os trabalhadores que hoje vivem desse sistema.

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