Em Roraima, problemas de abastecimento foram sanados, afirma Caer

(Foto: Reprodução)

Boa Vista, RR – As frequentes interrupções no abastecimento de água registradas no Estado no início deste ano trouxeram um temor à população frente a um possível desabastecimento.

No entanto, a Companhia de Águas e Esgoto de Roraima (Caer), responsável pelo abastecimento, garante que os problemas ocorridos nos últimos 30 dias foram resolvidos, descartando um possível plano de contingência.

Segundo a empresa, uma sucessão de fatores, que se agravaram com o baixo nível do rio Branco – de onde a água bruta é captada – causou os cortes no racionamento, mas negou que tenha havido racionamento ou rodízio de abastecimento de água tratada em Roraima.

“Os danos que eventualmente ocorreram ao longo dos últimos 30 dias, já foram sanados. Com as medidas emergenciais tomadas pela Caer, as chuvas da última semana e o nível do rio subindo, hoje, o abastecimento está normalizado”, garantiu a Caer, em nota.

De acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA), nos últimos 30 dias, o rio Branco teve o nível mínimo captado de 0,46m no início de janeiro, número que vem crescendo nos últimos dias, chegando a 0,80m na última sexta-feira, 14.

Segundo a Caer, aliado ao baixo nível do rio, um dos problemas registrados foi um banco de areia formado nas proximidades da área de captação, o que danificou duas das bombas de sucção. Para resolver o problema, a companhia afirma que foi necessária a contratação de empresa para realizar a retirada da areia.

Diante do quadro, foi reativada a captação flutuante, cuja capacidade é muito aquém da necessária para suprir a demanda. O abastecimento da capital é feito principalmente pela água captada do rio, no entanto 33 poços reforçam a produção.

“Com o calor feito no mês de janeiro, o lençol freático também baixou e alguns poços perderam vazão. Mesmo assim, a Caer reativou sete poços de forma emergencial, em pontos críticos da cidade. Um total de 40 poços artesianos estão ativos hoje. Para que os reservatórios se recuperassem, foi necessário o desligamento da distribuição durante a madrugada”, justificou a Caer.

Desde o mês passado, mas menos frequente nos últimos dias, a falta de abastecimento de água afetou vários bairros da Capital, sendo motivo de inúmeras reclamações da população na área central e de bairros mais distantes.

PREVISÃO – O prognóstico para o mês de fevereiro prevê a ocorrência de chuvas dentro da normalidade para a época (24,7 mm), de acordo com dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). No entanto, pelo registro histórico, é o mês de março o ápice da estiagem e só depois dele é que se iniciam as primeiras chuvas do inverno amazônico.

PROMOTOR – O promotor de Defesa do Consumidor, Ademir Teles, investiga a falta de água em Boa Vista. Em entrevista ontem, à Rádio Folha AM 1020, ele disse que convocou cinco servidores responsáveis por diversos setores de distribuição e fornecimento de água para que prestem os devidos esclarecimentos.

“Queremos identificar, com esta convocação destes servidores, o que de fato está acontecendo, qual deficiência a empresa está passando. Da mesma forma encaminhei um oficio à Universidade Federal de Roraima (Ufrr) para saber se o laboratório de análises químicas tem a capacidade técnica de realizar o exame físico da água que está sendo distribuída”, afirmou.

Outro ponto que será verificado pela promotoria é com relação à cobrança da taxa de 80% sobre a tarifa do consumo de água, que no seu entendimento, é abusiva, e requer uma verificação minuciosa se realmente existe uma regulamentação para a cobrança deste valor. (Colaborou Ricardo Gomes)

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